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Segurança Pública

Preso em operação da PF advoga para pai de Henry Borel

Redação | Publicado em:

Reprodução/TSE

 





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O militar da reserva do Exército Ailton Barros, preso pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (3), no Rio de Janeiro, estudou Direito, se formou e hoje advoga para Leniel Borel, pai do menino Henry Borel, morto em março de 2021, no Rio.

Ele virou advogado anos após ser investigado por suposto acordo com o tráfico. O capitão reformado foi expulso do Exército após punições disciplinares.

Na eleição de 2022, em que se vendia como o “01 de Bolsonaro”, foi eleito como deputado estadual suplente.

Leniel foi o maior doador da campanha de Barros a deputado estadual pelo PL: R$ 3 mil, de acordo com reportagem do portal g1, publicada nesta quarta-feira (4). Os outros R$ 2,5 mil foram doados pelo partido.

Investigadores da PF afirmam que Ailton Barros disse que sabe quem mandou matar a vereadora Marielle Franco.

A afirmação de Barros foi feita durante uma conversa entre o militar e o então ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, Mauro Cid, também preso na operação de quarta.

A fala de Barros sobre Marielle apareceu em conversa dos dois militares interceptada pela PF, que apura fraudes em cartões de vacinação do ex-presidente e de pessoas próximas a ele.

Em uma das conversas, Ailton Barros citou o nome do ex-vereador do Rio de Janeiro Marcelo Siciliano. 

No áudio, ele diz a Mauro Cid que o ex-vereador estava tendo problemas com visto para os Estados Unidos em razão do envolvimento de seu nome no caso do assassinato de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, mortos em 2018.

Siciliano chegou a ser investigado na época do crime, mas a polícia descartou a participação dele na morte da vereadora.

Ao justificar que o ex-vereador não tem relação com o caso e que teria sido alvo de perseguição política, Barros citou que sabe quem foi o responsável pelo assassinato de Marielle Franco.

A fala foi captada aleatoriamente pela polícia, e deve ser investigada no inquérito específico sobre o caso Marielle.

Em 14 de março de 2018, Marielle Franco e Anderson Gomes foram baleados dentro de um carro, na região central do Rio de Janeiro.

Há duas investigações em curso. A primeira apura quem são os mandantes dos assassinatos. 

No outro processo, o policial militar reformado Ronnie Lessa deve ser levado a júri popular. Ele é acusado de ser um dos executores do assassinato.

Siciliano foi alvo de busca e apreensão na manhã da última quarta. O nome dele foi envolvido na investigação sobre o assassinato de Marielle e Anderson por uma pessoa que se identificou como testemunha, mas que retirou as acusações depois.

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