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Segurança Pública

Quadrilha especializada em fraudes eletrônicas é presa no Rio

Redação | Publicado em:

Reprodução



Seis criminosos de uma quadrilha especializada em aplicar golpes pela internet foram presos na manhã desta terça-feira (15), durante uma operação da Polícia Civil. Os agentes cumpriram mandados de prisão em bairros da Zona Oeste do Rio.

A ação, intitulada “Operação Reversus”, é conduzida pela Delegacia de Defraudações (DDEF), em conjunto com policiais civis do Mato Grosso, e tem como objetivo desmantelar uma organização criminosa interestadual especializada em fraudes eletrônicas, na modalidade conhecida como “falso intermediário”.



“O crime virtual é uma realidade que prejudica a população, principalmente as pessoas mais vulneráveis, como os idosos. Essa operação mostra que o Governo do Estado segue firme no enfrentamento às organizações criminosas, atuando com inteligência e estratégia, além de trabalhar de forma integrada com outros estados”, afirmou o governador Cláudio Castro.

As investigações tiveram início após um golpe ocorrido em janeiro de 2024, em Cuiabá, capital do Mato Grosso, no qual a vítima foi atraída por um anúncio fraudulento de venda de veículo em uma rede social. Após o primeiro contato, ela foi induzida a manter comunicação com um suposto intermediário — que se passava por advogado — e acabou transferindo R$ 45 mil via Pix, acreditando estar em uma negociação legítima.

O esquema revelou uma estrutura criminosa complexa e altamente coordenada, com clara divisão de tarefas entre os membros e estratégias de movimentação financeira projetadas para dificultar o rastreamento dos valores. A organização vinha atuando de forma contínua nos anos de 2023 e 2024, aplicando diversos golpes por meio de anúncios falsos de venda de veículos e de gado, com prejuízos superiores a R$ 800 mil às vítimas.

As diligências ocorrem no Rio de Janeiro, Mato Grosso, Piauí e Minas Gerais. São cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão contra envolvidos no esquema. A Justiça autorizou o sequestro de bens no valor de até R$ 100 mil por investigado e o bloqueio de contas bancárias, com valores que podem totalizar R$ 2,7 milhões.

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