O caso envolvendo o sequestro de Erika Abrantes Ribeiro ganhou um novo capítulo que pode mudar o rumo da investigação. A Justiça de Niterói expediu, na última sexta-feira (6), um mandado de prisão contra ela pelo crime de roubo, colocando em xeque a versão inicial do desaparecimento.
De acordo com a decisão judicial, trata-se de prisão definitiva, decorrente de condenação com trânsito em julgado. Erika foi condenada a oito anos, dez meses e vinte dias de prisão em regime fechado, o que reforça a possibilidade de que o desaparecimento esteja ligado a fatores ainda não totalmente esclarecidos pelas autoridades.
Segundo a Justiça, um homem que também está envolvido no mesmo processo, foi condenado a 20 anos de prisão.
Moradora do bairro Barro Vermelho, em São Gonçalo, Erika havia sido apontada como vítima de sequestro ocorrido em plena luz do dia, em 19 de outubro do ano passado, enquanto conversava com amigas em um campo de futebol na comunidade da Brahma, no bairro Porto Velho. Desde então, ela segue desaparecida.
A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o caso esteja relacionado à disputa territorial entre milicianos e traficantes do Comando Vermelho (CV). Atualmente, a comunidade da Brahma é apontada como área sob controle de milicianos, enquanto o Galão, onde Erika reside, seria dominado por traficantes ligados ao CV.
O registro do desaparecimento foi feito na 73ª DP (Neves).