O secretário municipal de Proteção e Defesa do Consumidor do Rio, João Pires, prestou depoimento na manhã desta quinta-feira (19) na Delegacia de Homicídios, em Niterói, após sofrer uma perseguição na noite da última segunda-feira, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio.
Durante a oitiva, o secretário afirmou que já vinha recebendo ameaças há algum tempo, antes mesmo do ataque. Segundo ele, as intimidações já haviam sido registradas anteriormente, mas os detalhes não foram divulgados, segundo ele, para não prejudicar as investigações conduzidas pela Polícia Civil.
“Não é de hoje que eu sofro ameaças. São situações que já vêm acontecendo há bastante tempo e que já foram registradas. Quem precisa apurar isso é a Polícia Civil”, afirmou.
Inicialmente, o episódio chegou a ser tratado como uma possível tentativa de assalto na RJ-106, sentido Maricá. No entanto, diante das circunstâncias do caso, e após a declaração o prefeito do Rio, Eduardo Paes, apontado para atentado, a investigação foi transferida para a Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo, que agora conduz as apurações.
De acordo com o secretário, dois homens armados estavam em um carro preto que o perseguiu por cerca de dois quilômetros, situação que levantou suspeitas e passou a ser analisada pelas autoridades.
“É tudo muito estranho, mas eu não sou delegado, nem juiz. A polícia vai analisar as imagens e todo o contexto para esclarecer o que aconteceu”, disse.
Secretário aponta para a máfia dos combustíveis
Durante a entrevista, o secretário também afirmou que sua rotina de segurança mudou desde que a secretaria intensificou fiscalizações contra irregularidades em postos de combustíveis.
Segundo ele, o trabalho passou a incomodar grupos ligados ao que chamou de “máfia dos combustíveis”, que atuaria em diferentes regiões do país.
“Minha rotina já mudou há bastante tempo, desde que intensificamos as fiscalizações. A máfia dos combustíveis não é algo restrito ao Rio de Janeiro, é um problema que existe no Brasil inteiro”, declarou.
Após o ocorrido, o secretário afirmou que recebeu reforço na segurança e apoio da Prefeitura do Rio, além do acompanhamento das forças de segurança do estado.
Apesar do episódio, João Pires afirmou que pretende continuar exercendo suas funções normalmente até o fim do período à frente da secretaria, previsto para terminar no dia 30 de março.
“O mais importante agora é evitar especulações e deixar a Polícia Civil esclarecer o que aconteceu. Vou continuar trabalhando até o último dia”, concluiu.