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Segurança Pública

 Filho de ex-subsecretário se entrega por estupro coletivo

Redação | Publicado em:

Bruno Felipe dos Santos Alegretti Foto: Divulgação/ PCERJ

O filho do ex-subsecretário de Governança, Compliance e Gestão da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Rio, Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, se entregou na manhã desta quarta-feira (4) à 12ª DP (Copacabana), na Zona Sul do Rio, após ter sua prisão decretada pela Justiça por suspeita de participação no estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, ocorrido no dia 31 de janeiro.

Horas antes da apresentação do jovem à polícia, o pai dele, José Carlos Simonin, foi exonerado do cargo. A decisão foi publicada no Diário Oficial e adotada pela secretaria para “resguardar a integridade institucional e assegurar a condução responsável dos fatos noticiados”. Em nota, a pasta reforçou o compromisso com a dignidade humana e a preservação da vida.

Segundo as investigações, o crime ocorreu em um apartamento alugado por temporada na Rua Ministro Viveiros de Castro, em Copacabana, pertencente à família de Vitor Hugo. A adolescente foi atraída ao local, conduzida a um quarto e sofreu agressões físicas e violência sexual por quatro jovens maiores de idade. O exame de corpo de delito apontou múltiplas lesões, incluindo escoriações, equimoses e sangramento compatível com violência recente.

Vitor Hugo cursa atualmente o 9º ano do ensino fundamental, após três reprovações, e está sob investigação por outro caso de violência sexual, ocorrido em outubro do ano passado durante uma festa de estudantes do Colégio Pedro II, no Humaitá. Neste episódio, apenas ele é acusado de abusar de outra adolescente.

Além dele, Mattheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho já haviam se entregado anteriormente. Bruno Felipe dos Santos Allegretti também teve prisão decretada e permanece foragido. Um menor, apontado como participante, aguarda decisão da Vara da Infância e da Juventude sobre medida socioeducativa.

A 12ª DP indiciou os quatro maiores de idade por estupro qualificado cometido em concurso de pessoas e cárcere privado, e diligências seguem para localizar o foragido. O caso chocou a comunidade e trouxe à tona a necessidade de atenção institucional e proteção às vítimas.

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