Um vídeo mostrando uma jovem amarrada e ameaçada por um criminoso vem repercutindo nas redes sociais desde o último sábado (21). De acordo com familiares, a vítima trata-se de Layane Caroline Mendonça Gomes, de 24 anos. A jovem, que possui deficiência auditiva, está desaparecida desde outubro do ano passado, após sair de casa, em São Gonçalo na Região Metropolitana do Rio, a caminho da residência de amigos na comunidade Vila Aliança, em Bangu, no Rio, onde se envolveu em uma briga e foi agredida.
No vídeo publicado pela página Topo de Favela, a mulher e um homem aparecem sentados com as mãos amarradas. A jovem consegue se soltar enquanto os criminosos afirmam que “não é para correr” e pedem que estiquem as mãos, apontando uma arma em direção aos dois. As imagens terminam neste momento. Não se sabe, no entanto, quando a gravação e onde gravação foi realizada.
Desespero
Ao tomar conhecimento do vídeo, os familiares de Layane, que preferiram não se identificar, ficaram desesperados: “Queremos saber o que aconteceu depois”, relatou a irmã da vítima. A mãe também se manifestou: “Estou andando pelo Rio. O tempo está passando”, disse.
Ainda de acordo com a irmã, nas imagens Layane está irreconhecível: “Ela agora está muito diferente das fotos. O rosto está muito magro, quase não dá para reconhecer.”
Nesta segunda-feira (23), a mãe da jovem compareceu à Cidade da Polícia para entregar as imagens às autoridades.
Procurada para fornecer atualizações sobre as investigações, a Polícia Civil informou apenas que as investigações estão em andamento.
Desaparecimento
Na época, segundo a irmã de Layane, a jovem deixou sua casa à tarde acompanhada de uma amiga também PCD, sem avisar a família. Ao chegar à residência, encontrou outras quatro pessoas presentes: duas mulheres e dois homens, todos com deficiência. Ela levou roupas, um cartão de débito com R$ 20,00 e o celular. O plano era permanecer na casa até o dia 15 de outubro.
No último dia da estadia, de acordo com a família, houve um desentendimento quando os amigos tentaram acessar o celular de Layane. Ao se recusar a entregar o aparelho, iniciou-se uma discussão que resultou em agressões entre a vítima e a amiga. Durante a briga, o celular da jovem teria sido quebrado. Segundo os familiares, os demais amigos apenas observaram a situação, sem intervir.
A família soube do ocorrido porque um dos amigos entrou em contato com um parente, informando sobre a situação. “Um dos surdos nos comunicou sobre a agressão e depois a menina que bateu nela confirmou isso”, explicou a irmã.
Ainda segundo os relatos apresentados pelos jovens, traficantes teriam chegado à residência e apontado armas contra eles. Logo depois, os criminosos teriam ido embora. Os jovens, no entanto, não esclareceram o motivo da invasão.
Eles afirmam que Layane saiu de casa chorando e assustada. Desde então, a família não tem notícias sobre seu paradeiro. A mãe, que também preferiu ter a identidade preservada, afirma não acreditar na versão apresentada pelos amigos: “Eu não acredito neles. Não sei se isso é verdade”.
Apesar das tentativas de contato pelo celular, Layane não atendia, e o aparelho está desligado. As últimas publicações da javem mostram que ela esteve na casa dos amigos.
Ainda segundo a irmã, não é a primeira vez que Layane vai à residência dessas pessoas. Na última visita, ela também foi agredida pela mesma amiga, mas sofreu apenas ferimentos leves.