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Saúde

Chikungunya em Dourados leva a emergência em saúde pública

Redação | Publicado em:

Mosquito transmissor da chikungunya em região com aumento de casos no Brasil
Mosquito Aedes aegypti, transmissor da chikungunya, em área urbana. Foto: Divulgação

A Chikungunya em Dourados atingiu um nível crítico e levou o governo federal a reconhecer situação de emergência em saúde pública no município de Mato Grosso do Sul. Com centenas de casos confirmados, internações e mortes, o avanço da doença acende um alerta sobre o impacto das arboviroses no Brasil.

O reconhecimento oficial ocorreu após a prefeitura de Dourados já ter decretado emergência em áreas afetadas. A medida foi motivada pelo crescimento expressivo de casos de chikungunya em Dourados, incluindo regiões urbanas e territórios indígenas.

Segundo dados epidemiológicos:

  • 1.455 casos prováveis
  • 785 confirmados
  • 900 em investigação
  • 39 internações na área urbana

Na Reserva Indígena, o cenário também preocupa:

  • 629 casos confirmados
  • 1.168 prováveis
  • 539 em investigação
  • 5 mortes confirmadas

Diante da gravidade, o estado deve receber doses da vacina contra a doença em caráter piloto, conforme estratégia do Ministério da Saúde.

A iniciativa busca conter o avanço das arboviroses, especialmente em áreas mais vulneráveis, como comunidades indígenas.

A Chikungunya é uma doença viral transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, o mesmo da dengue.

O vírus chegou ao Brasil em 2014 e hoje está presente em todos os estados. O aumento de casos de chikungunya em Dourados reflete uma tendência de expansão territorial da doença nos últimos anos.

Os principais sintomas incluem:

  • Febre alta
  • Dores intensas nas articulações
  • Dor de cabeça e muscular
  • Manchas vermelhas na pele
  • Náuseas e vômitos

Em casos mais graves, a chikungunya pode causar complicações neurológicas, internações e até morte.

A doença pode evoluir em três fases:

  • Aguda (até 14 dias)
  • Pós-aguda (até 90 dias)
  • Crônica (acima de 90 dias)

Em mais da metade dos casos, as dores articulares podem persistir por anos.

O diagnóstico é feito por avaliação clínica e exames laboratoriais disponíveis no SUS.

Até o momento, não existe tratamento antiviral específico. O cuidado é baseado em:

  • Controle da dor
  • Hidratação
  • Acompanhamento médico

Autoridades reforçam que, diante de sintomas, é essencial procurar atendimento e evitar automedicação, ponto crítico no combate à chikungunya.

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