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Adolescente morta em escola de SP sonhava ser advogada

Gabriel Villa Nova | Publicado em:

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Reprodução/Rede social



A adolescente Giovanna Bezerra da Silva, de 17 anos, que morreu na manhã desta segunda-feira (23), após ser baleada na cabeça durante um ataque realizado por um aluno dentro da Escola Estadual Sapopemba, na Zona Leste de São Paulo, sonhava ser advogada. Este foi o 11º caso deste tipo no Brasil este ano. 

Além de Giovanna, outros duas estudantes de 15 anos ficaram feridas pelos disparos no ataque. Uma delas foi atingida no tórax e precisou passar por cirurgia. Enquanto a outra foi atingida na clavícula. As vítimas foram encaminhadas para o Hospital Estadual Sapopemba e já receberam alta.

Leia +: Ataque a tiros deixa um morto e dois feridos em escola de São Paulo

Nas redes sociais, amigos e parentes deixaram sua mensagem de luto à vítima: “Descanse em paz, Gi. Vai fazer muita falta”, escreveu uma. “Ainda sem acreditar em tudo isso. Você vai deixar saudades”, comentou outra.



A Polícia Militar (PM) foi acionada por volta das 7h30 para atender a ocorrência na Rua Senador Lino Coelho. O ataque teria ocorrido às 7h20.

O helicóptero da PM foi enviado ao local, junto com mais de 20 viaturas da corporação, para lidar com a situação. O adolescente que cometeu o crime tem 15 anos, foi preso pela polícia e encaminhado à delegacia.

Paixão por vôlei e sonho em ser advogada


Segundo os pais da adolescente, ela conseguiu seu primeiro emprego como auxiliar de escritório há um mês e sonhava ser advogada. 



Em seu perfil do Instagram, Giovanna postava sua rotina diariamente e publicava fotos praticando esportes, principalmente o vôlei. Havia também vídeos com seus amigos, até mesmo na Escola Sapopemba, durante as aulas e intervalos.

De acordo com os amigos, Giovanna costumava esperar os amigos em um banco em frente a sua casa para irem à escola juntos. “Ela era excelente aluna, muito dedicada. Uma fatalidade tudo isso que aconteceu”, disse um amigo.

Seu último registro nas redes sociais foi na tarde de domingo (22), onde a jovem aparece em um passeio no Parque Água Branca, na Zona Oeste de São Paulo.

Em entrevista à rádio CBN, Luzia de Carvalho Silva, avó da estudante, contou que já havia boatos rolando sobre um possível ataque à escola.



Arma pertencia ao pai


Segundo o governador de São Paulo, Tarcísio Freitas (Republicanos), a arma usada pelo adolescente de 16 anos no crime era um revólver calibre 38 e pertencia ao pai dele. Ela era registrada em 1994. Em nota, o governo lamentou a morte de Giovanna.

“O governo de SP lamenta profundamente e se solidariza com as famílias das vítimas do ataque ocorrido na manhã desta segunda-feira (23) na Escola Estadual Sapopemba. Nesse momento, a prioridade é o atendimento às vítimas e apoio psicológico aos alunos, profissionais da educação e familiares”, diz o comunicado.

O governador Tarcísio de Freitas também prestou sua solidariedade e disse estar inconformado com mais um ataque violento a escolas no Brasil.

“Estamos consternados com mais um terrível ataque nas nossas escolas. Na manhã de hoje, três alunos foram atingidos a tiros na Escola Estadual Sapopemba e um deles, infelizmente, não resistiu. O autor dos disparos e a arma foram apreendidos. Nesse momento, a prioridade é apoiar os estudantes, professores e familiares. Toda minha solidariedade às famílias e a todos os afetados neste triste episódio”, lamentou Tarcísio.

Casos recorrentes


O ataque à Escola Estadual Sapopemba, na Zona Leste de São Paulo, na manhã desta segunda, foi o 11º caso registrado no Brasil em 2023 com arma de fogo nas unidades de educação. Foram contabilizadas, pelo menos, nove mortes. Relembre alguns atentados que chocaram o país neste ano:

– Escola Estadual Thomazia Montoro, em São Paulo

No dia 27 de março, um adolescente de 13 anos entrou na Escola Estadual Thomazia Montoro, em Vila Sônia, São Paulo, e esfaqueou quatro professoras e um aluno. Uma professora, Elisabeth Tenreiro, de 71 anos, morreu após ser atingida.

– Creche Cantinho Bom Pastor, em Santa Catarina

No dia 5 de abril, um homem de 25 anos invadiu uma creche Cantinho Bom Pastor na Rua dos Caçadores, em Blumenau, Santa Catarina, e matou quatro crianças, sendo três meninos e uma menina. O agressor usava uma machadinha e escolhia as vítimas aleatoriamente. No momento do ataque, cerca de 40 crianças estavam na creche. Ele chegou a fugir do local, mas depois se apresentou a polícia e foi preso.

 – Escola particular Dom Bosco, Minas Gerais

Em 10 de outubro, um ex-aluno de 14 anos da escola particular Dom Bosco, de Poços de Caldas (MG), entrou na unidade de eduação e cometeu um ataque com uma faca, ferindo três alunos e matando um estudante de 14 anos. O agressor foi detido pela polícia.

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