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Política

‘Dia da Cegonha Reborn’ é aprovado na Câmara do Rio; entenda

Redação | Publicado em:

Reprodução / Flickr / Tiquinho de Gente



A criação do “Dia da Cegonha Reborn” foi aprovada na quarta-feira (7) pelos vereadores do Rio de Janeiro. A data vai homenagear as artesãs que produzem bonecas super-realistas, conhecidas como bebês reborn. A comemoração será em 4 de setembro, mas ainda precisa da sanção do prefeito Eduardo Paes (PSD) para virar lei.

O projeto é do vereador Vitor Hugo (MDB). Segundo ele, essas bonecas ajudam em terapias, principalmente com mulheres que enfrentaram depressão ou momentos difíceis.


“Aprovamos o Dia da Cegonha Reborn, uma homenagem emocionante a mulheres incríveis da nossa cidade. São artesãs que criam bonecas realistas usadas em terapias. Muitas delas passaram por momentos difíceis, como depressão, luto, dores profundas, e encontraram nesse trabalho uma forma de cura e amor”, escreveu o vereador nas redes sociais.

As bonecas são feitas à mão, com detalhes que imitam bebês de verdade, como pele, cabelo e até peso. De acordo com o texto aprovado na Câmara, esse tipo de arte também é usado fora do Brasil, tanto como lembrança de filhos que morreram cedo quanto como apoio emocional para adultos.

“A arte da Cegonha Reborn também tem sido utilizada em diversos países, como forma de lembrança de um filho pequeno ou de um bebê que não sobreviveu, e ainda, tem contribuído para transformar os adultos colecionadores em mamães e papais, que passam a adotar essas experiências em suas vidas reais”, diz a justificativa do projeto.

Sucesso nas redes sociais 

O assunto ganhou força nas redes sociais com vídeos que viralizaram. Um deles é o da influenciadora Sweet Carol, que encenou um parto com uma dessas bonecas. O vídeo, feito em 2022, voltou a circular no fim de abril e já bateu mais de 4 milhões de visualizações no Instagram. No TikTok, soma mais de 115 milhões de acessos, e no YouTube, quase 200 mil.

Os preços variam: tem bebê reborn por R$ 400, mas os mais detalhados podem passar de R$ 1.300. Além do uso em terapias, também são usados em escolas, projetos sociais e por colecionadores.

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