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Segurança Pública

Crianças mortas em incêndio são sepultadas em Maricá

Redação | Publicado em:

Marcelo Tavares

 





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Saudade e dor foram os sentimentos que marcaram o enterro de Bryan Vinícius, de quatros anos, e Nicolás Cauê, de apenas dois, no início da tarde desta segunda-feira (14) no Cemitério Municipal de Maricá.  As duas crianças morreram carbonizadas em Inoã, na manhã do último sábado (12).

Os dois meninos faleceram no incêndio de parte da casa. Familiares relataram que o mais velho morreu asfixiado e o mais novo teve grande parte de seu corpo queimado. 

Na ocasião, o pai saiu de casa antes das 6h da manhã para ir à padaria e quando voltou o incêndio já havia começado. Há a suspeita de que o incidente possa ter sido iniciado em razão de um curto-circuito no ventilador do quarto. A delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG) investiga as possíveis causas do incêndio. 

Os padrinhos Genilson Lópes e Ana Carla Lópes eram muito próximos das duas crianças, de acordo com o próprio relato. A madrinha, inclusive, afirmou que era chamada de mãe pelo menino de quatro anos. 

“Eram crianças maravilhosas. Gostavam de estar com a gente. Não são meus filhos, mas é como se fossem”, explicou Genilson. 

O casal também afirmou que irá recorrer a advogados para tentar reduzir a pena do pai das crianças. De acordo com a Polícia Militar, ele foi autuado pelo crime de abandono de incapaz qualificado. 

“Ele era um pai presente, nunca faltou nada. Ao contrário desta mãe, que nunca ajudou de forma alguma. Foi uma fatalidade isso aí que aconteceu”, relatou Genilson.

No momento do velório, os padrinhos se emocionaram muito e abraçaram os caixões. Houve orações e parentes lamentaram as mortes dos pequenos.

No momento do sepultamento, a avó paterna das crianças, Amanda Costa Rangel, relatou o dia a dia e a convivência com os irmãos. 

“Essas crianças não tinham mãe. Eram crianças alegres, só queriam ser amadas. Eu era muito apegada a eles”, desabafou.

 





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“Eram crianças alegres, só queriam ser amadas”
Amanda Costa Rangel



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Outra madrinha das crianças chegou a passar mal durante a cerimônia. Os dois pequenos não tinham contato com a mãe, que mora em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Ela não esteve presente velório. O pai dos meninos foi encaminhado para o presídio de Benfica, após ser preso no último final de semana. Ele foi acusado de abandono de incapaz e deixou a carceragem da Divisão de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG) ainda durante a manhã. 

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