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Portões fechados: Justiça mantém interdição de São Januário

Gabriel Villa Nova | Publicado em:

Divulgação/Vasco







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Em votação realizada na tarde desta quarta-feira (30), o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) manteve a interdição do Estádio de São Januário, do Vasco. Com isso, o espaço, que já está fechado há 69 dias, continuará sem receber seus torcedores. Decisão cabe recurso no Supremo Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília.

A votação teve os votos dos desembargadores Renata Cotta e Carlos Santos de Oliveira, que votaram contra a liberação. Enquanto o desembargadora Andréa Pacha votou a favor da volta do público no estádio.

“Nós vamos continuar lutando. O Vasco, a torcida do Vasco e a Barreira do Vasco não podem mais ser prejudicados. Vamos adotar todas medidas possíveis para que o Vasco tenha seus direitos. Não só em relação ao Maracanã, mas como na liberação completa de São Januário”, disse Gisele Cabrera, diretora jurídica do Vasco.

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Os desembargadores entendem que a liberação ainda é prematura e que precisa da conclusão da perícia. O Vasco discordou da decisão e está em contato com o Ministério Público do Rio de Janeiro, através do advogado Rodrigo Siqueira, que defende o clube, para tentar reverter o resultado.

O estádio está fechado desde o dia 22 de junho, quando o Vasco perdeu para o Goiás por 1 a 0. No final da partida, a torcida causou tumulto e arremessou copos e objetos no gramado. A confusão continuou do lado de fora, com correria, gás de pimenta e quebra-quebra.

Com isso, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) pediu a interdição do espaço por 90 dias. Além disso, determinou que uma perícia fosse feita. No entanto, o Vasco entrou com recurso e conseguiu reduzir a pena para 30 dias, mas não foi cumprido. Passados dois meses desde o fechamento dos portões, a briga entre clube e Justiça segue.

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