O Banco Central anunciou, nesta quarta-feira (28), que decidiu manter a taxa básica de juros em 15% ao ano no Brasil. A decisão, tomada de forma unânime pelo Comitê de Política Monetária (Copom), já era esperada por especialistas no mercado financeiro brasileiro, e chega aliada da desaceleração da inflamação e queda no valor do dólar.
Esta é a quinta vez consecutiva em que o Banco Central opita por não alterar a taxa de juros, também conhecido como taxa Selic. O número fica no maior patamar desde julho de 2006, próximo ao fim do primeiro mandato do presidente Lula.
Em comunicado, o Copom divulgou que irá iniciar o corte nos juros apenas na reunião de março, caso o cenário econômico esteja favorável.
Juros e inflação
A taxa Selic é o principal meio do Banco Central de controlar a inflação no país, e é medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em maio de 2024, o Selic atingiu 10,5%, voltando a aumentar, gradualmente, desde setembro. Desde de junho do ano passado, a taxa se encontra em 15%.
Segundo especialistas em economia, em teoria, uma taxa de juros elevada ajuda a conter a inflação, já que encarece o crédito e reduz o consumo. Tal medida porém, também limita o crescimento econômico do país.
Via EBC