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Mulheres acima dos 45 anos impulsionam mercado de cannabis medicinal no Brasil

André Silva | Publicado em:

Mulheres acima dos 45 anos impulsionam mercado de cannabis medicinal no Brasil
Estudo revela que pacientes mais velhas e empregadas concentram maior parte do consumo medicinal - Foto: Fiocruz

Mulheres com idade entre 45 e 64 anos formam o principal grupo de pacientes que utilizam cannabis medicinal importada no Brasil. É o que aponta um levantamento inédito divulgado pela Blis Data, empresa que reúne dados sobre tratamentos canábicos na América Latina. A pesquisa foi divulgada em referência ao Mês das Mães e analisou o perfil de brasileiras com filhos que fazem uso de medicamentos derivados da cannabis sob prescrição médica.

Segundo o estudo, as mulheres de 55 a 64 anos representam 28,2% das pacientes. Em seguida aparecem aquelas com idade entre 45 e 54 anos, que somam 27,2% do total. Juntas, as duas faixas etárias concentram mais da metade das consumidoras desse tipo de tratamento no país.

O grupo de 35 a 44 anos corresponde a 18,7% das pacientes, enquanto mulheres acima de 65 anos representam 16,3%. Já as mais jovens, entre 18 e 34 anos, aparecem com a menor participação, somando 9,6%.

A pesquisa também identificou um perfil majoritariamente ativo no mercado de trabalho. Entre as entrevistadas, 79,9% afirmaram exercer atividade profissional, e 75,1% disseram praticar exercícios físicos regularmente.

O Sudeste concentra a maior parcela das pacientes, com 61,6% dos casos analisados. O Sul aparece em seguida, com 19,7%. As duas regiões reúnem, juntas, 81,3% das mulheres incluídas na pesquisa.

O levantamento utilizou uma amostra de 7.092 pessoas selecionadas a partir de um banco de dados de 70 mil registros de usuários de medicamentos canábicos acompanhados sob prescrição médica.

Principais sintomas e tratamentos

Os distúrbios do sono lideram as queixas relatadas nas consultas médicas e estão associados a 28,9% dos tratamentos. A dor crônica aparece na sequência, motivando 16,3% dos casos.

Questões relacionadas à saúde mental também têm peso relevante entre as pacientes. O transtorno de ansiedade corresponde a 14,9% dos tratamentos, enquanto a depressão representa 9,2%.

Além dessas condições, mulheres também relataram uso de cannabis medicinal para controle de sintomas ligados à fibromialgia, transtorno de estresse pós-traumático e Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).

O estudo aponta ainda que sete em cada dez mães utilizam medicamentos à base de cannabis em conjunto com remédios convencionais. Metade das participantes afirmou nunca ter tido contato com a cannabis antes do início do tratamento prescrito por médicos.

André Silva

Bastante ativo na cobertura cultural, ja foi contemplado com o Prêmio Themis de Jornalismo, concedido pelo TJRS. Além da cultura, caminha por várias editorias, inclusive em cobertura de eventos internacionais, como a Cúpula do G20 e o encontro dos Brics. Instagram: @andrre.sillva

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