Eleito duas vezes ao Governo de Minas Gerais, Romeu Zema foi confirmado, nesta segunda-feira (27), candidato à Presidência da República pelo Partido Novo. Nem Lula, nem Bolsonaro, o ex-governador, de 61 anos, tenta fugir da associação ao dois nomes em busca de uma terceira via posicionada à direita.
A candidatura foi confirmada em reunião do Novo em Brasília, que contou com a participação de Eduardo Ribeiro, presidente nacional da sigla, aliados eleitos pelo país e pré-candidatos às eleições. Até o momento, Zema segue em uma chapa que ainda busca um vice-candidato.
No encontro, o candidato estabeleceu aquela que parecer ser a estratégia do Novo nas eleições de outubro: a desassociação com a polarização eleitoral no Brasil. Enquanto falava no microfone, Zema citou Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, tentou se desvincular da família Bolsonaro, mas sem largar mão de criticar duramente o PT e o governo Lula.
‘Os intocáveis’
Durante o discurso, o candidato do Novo também criticou os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), um dos pontos estabelecidos como centrais na campanha ao Palácio do Planalto.
Apelidados de ‘os intocáveis’ por Zema, o ex-governador declarou que os magistrados faltam com responsabilidade nas decisões judiciais e com uma suposta perseguição a Jair Bolsonaro, ex-presidente que o candidato apoiou nas eleições de 2018 e 2022.
Além da contestação aos ministros do STF, Romeu Zema também focou a candidatura no combate ao crime organizado, sugerindo, inclusive, a criação de um ‘superpresídio’ destinado apenas à prisão de líderes de facções criminosas. Sobre outras propostas, ele representante do Novo nas urnas comentou sobre o combate à corrupção e incentivo à iniciativa privada.
Quem é Romeu Zema?
Zema foi eleito governador de Minas Gerais, pela primeira vez, nas eleições de 2018, sendo reeleito em 2022, com apoio da família Bolsonaro no estado. Depois de governar por oito anos, ele renunciou o cargo em março, quando se tornou pré-candidato à Presidência da República.
No estado mineiro, as privatizações de Romeu Zema dividem opiniões e geram debates. Enquanto defensores apontam que o ex-governador equilibrou as contas e trouxe investimentos para as grandes cidades, opositores afirmam que o serviço público foi sucateado com as medidas. Apesar de não haver culpa direta, há aqueles que também associam Zema ao desastre de Brumadinho, em 2019, já que a Vale foi uma das principais fontes de renda do Governo de Minas no primeiro mandato do candidato.