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Pedro Chilingue

Má pontaria impede vitória e pode complicar o Fla na Copa do Brasil

Redação | Publicado em:

Marcelo Cortes/CRF

 





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Foram 66% de posse de bola contra apenas 34%. Mais de 650 passes certos contra somente 157. Por fim, foram 23 finalizações contra as raras quatro do adversário. Ainda assim, o Flamengo saiu do Maracanã com um zero a zero frustrante do Maracanã, diante do Athletico-PR, no jogo de ida da Copa do Brasil.

O Furacão veio ao Rio de Janeiro com a clara intenção de se defender para segurar o empate. E conseguiu. Mas não por méritos próprios. Mesmo diante de um paredão de jogadores, o time de Dorival Júnior criou bastante e conseguiu chegar à meta do goleiro Bento com frequência.

Leia+: Flamengo perde chances e é parado pelo Furacão, que decidirá no Sul

Então, o que explica o placar zerado? Nada além do que a má pontaria na noite desta quarta-feira (27). Sobretudo para um time que vinha marcando muitos gols – foram 10 nos últimos quatro compromissos. Até mesmo o centroavante Pedro, que havia marcado nove tentos nos últimos nove jogos, passou em branco.

Quem mais chamou a atenção foi Gabigol. O atacante, que já não vive a sua melhor fase no Rubro-Negro, protagonizou lances estranhos, como um gol perdido debaixo da trave e um chute torto de perna direita ao perder o equilíbrio sozinho. Ele, inclusive, precisou ser defendido por Dorival durante a coletiva de imprensa.

“O papel que Gabriel tem feito e contribuído é fundamental. Ele tem dado outra cara para a equipe. Tão quanto os gols que, neste momento, não têm feito, mas tudo é questão de tempo e manter a confiança do jogador. Quando se menos se espera, o Gabriel se faz presente”, disse o treinador.

Das 23 finalizações, 15 foram para fora e apenas oito na meta. O goleiro Bento precisou trabalhar somente cinco vezes, mas fez intervenções providenciais – como em desvio de Pedro no primeiro pau e chute cruzado do próprio Gabriel Barbosa, ambos ainda na primeira etapa.

Quem mais finalizou ao gol foi Arrascaeta, com sete tentativas – sendo apenas uma no alvo. Em seguida, Gabigol com seis, sendo três no alvo, e Pedro com cinco, também com três na direção do gol, mostram que o setor ofensivo realmente transpirou – mas sem nenhuma inspiração.

O baixo aproveitamento na definição das jogadas pode ser um problema e cobrar caro no jogo de volta. Isso porque, nos últimos cinco jogos na Arena da Baixada, o Athletico-PR marcou 12 vezes e foi vazado em apenas cinco oportunidades. O Flamengo precisará recuperar a inspiração para avançar às semifinais.

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