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    Descartar remédios no lixo comum é errado: saiba onde levar

    Decreto nacional determina descarte correto dos medicamentos

    Publicado 30/08/2025 às 12:06 | Autor: Dayse Alvarenga
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    O descarte incorreto de medicamentos prejudica o meio ambiente e pode colocar em risco a vida de catadores
    O descarte incorreto de medicamentos prejudica o meio ambiente e pode colocar em risco a vida de catadores |  Foto: Imagem gerada por IA

    Assim como papéis, plásticos, vidros e alumínios, medicamentos e suas respectivas embalagens também devem ser descartados separadamente do lixo comum (restos de alimentos, por exemplo). No caso específico dos remédios, eles contêm componentes químicos que podem contaminar o meio ambiente e até a água consumida pelo homem e pelos animais. Mas daí surge a pergunta: como descartar então? A resposta pode ser mais simples do que parece: em caixas coletoras específicas nas farmácias.

    Segundo decreto 10.388/2020, de âmbito nacional, as importadoras e indústrias responsáveis pela confecção e distribuição de medicamentos para drogarias e farmácias são responsáveis por coletar os resíduos.

    "Este decreto é muito importante porque dá destinação correta aos fármacos. Eles não podem ser colocados em lixo comum ou em pias e vasos sanitários, o que normalmente as pessoas fazem por desconhecimento do descarte correto. Além disso, evita também que sejam 'receitados' por pessoas leigas, que não são médicos ou farmacêuticos, ou seja, impede a doação de medicamentos de forma aleatória para que sejam usados de forma irracional", explica a professora de Bacteriologia do Instituto Biomédico da Universidade Federal Fluminense (UFF), Júlia Peixoto.

    Segundo o Ministério do Meio Ambiente, o sistema é chamado de Logística Reversa. Na prática, o produto volta para a cadeia de produção e distribuição, seguindo para um destino final seguro, sem agredir a natureza.

    O sistema contempla medicamentos domiciliares de uso humano vencidos ou em desuso, além de suas embalagens. De acordo com o Ministério da Saúde, a regra prevê que farmácias mantenham ao menos um ponto fixo de recebimento a cada 10 mil habitantes.

    Em apenas um ano de funcionamento, o programa recolheu 300 toneladas de medicamentos vencidos, evitando que esse material fosse parar no meio ambiente.

    Além dos riscos ao meio ambiente, o descarte inadequado também afeta catadores de materiais recicláveis, que podem consumir de forma inapropriada medicamentos descartados.

    Dicas

    1 - Mantenha os medicamentos em suas embalagens originais; retire rasure dados pessoais do rótulo;

    2 - Armazene em segurança fora do alcance de crianças e animais, até levar ao ponto de coleta;

    3 - Entregue na farmácia ou drogaria;

    4 - Nunca jogue em pia, vaso sanitário ou lixo comum.

    Onde encontrar pontos de coleta?

    As indústrias farmacêuticas são obrigadas a coletar os resíduos descartados pela população
    As indústrias farmacêuticas são obrigadas a coletar os resíduos descartados pela população |  Foto: Dayse Alvarenga

    Para encontrar o ponto de coleta mais próximo é possível consultar a lista disponibilizada pela Organização Sem Fins Lucrativos (Ong) LogMed, em sites de entidades do setor farmacêutico, ou em Unidade Básica de Saúde (UBS).

    Clique aqui e confira a lista

    Caso a farmácia não tenha o recipiente necessário para o descarte é possível solicitar à gerencia do estabelecimento para que seja providenciado.

    Pelo Decreto nº 10.388/2020, farmácias e drogarias são obrigadas a disponibilizar pontos fixos de coleta em cidades com mais de 100 mil habitantes, além de todas as capitais. Caso o estabelecimento não disponha do recipiente apropriado o cidadão deve entrar em contato com a vigilância sanitária municipal ou estadual.

    Programa DescartUFF

    A UFF tem um projeto voltado especificamente para o tema: o descarte e o uso correto de medicamentos, criado e coordenado pela professora Júlia Peixoto, é o DescarUFF. 

    "Através das nossas redes sociais e de eventos externos, como palestras em instituições de ensino e feiras, levamos a mensagem de fácil entendimento para a população a fim de mudar o comportamento contínuo tanto em relação ao descarte correto de medicamentos levando-os para as farmácias quanto ao seu uso correto evitando a automedicação", descreveu a microbiologista Júlia Peixoto.

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