A FIFA, entidade máxima do futebol mundial, anunciou, nesta quinta-feira (7), o fim da parceria com a editora Panini para a produção do álbum de figurinhas da Copa do Mundo. Os colecionáveis da edição deste ano, lançados no final de abril, serão os penúltimos no formato conhecido há quase 60 anos.
Em comunicado oficial, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, declarou que o interesse da entidade é tornar os colecionáveis um produto ainda mais exclusivo, destinado principalmente a colecionadores. Com esse foco, as figurinhas deixarão de existir, assim como o álbum, e passarão por uma reformulação para se tornarem cards.
A empresa que passará a cuidar dos colecionáveis será a Fanatics, através da marca Topps, em um acordo de U$ 150 milhões (aproximadamente R$ 738 milhões), a partir de 2031. Logo, o último álbum produzido e distribuído pela Panini será o da Copa do Mundo de 2030, a edição que marca o centenário do torneio.
Alto custo do álbum
Apesar da longevidade do acordo com a FIFA, a editora italiana passa por maus lençóis com a repercussão das figurinhas colecionáveis ao longo dos últimos anos, em especial no Brasil.
Nas redes sociais, usuários afirmaram que desistiram de colecionar, antes mesmo do lançamento oficial, devido ao alto custo para completar o álbum — R$ 1.004,90, desconsiderando cromos repetidos.

Foto: Grupo Enfoco