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Anitta libera clipe em terreiro na Baixada após ataques; assista!

Redação | Publicado em:

Ricardo Brunini / Divulgação



“Eu nunca vou mudar”, avisa Anitta em “Aceita”. Presente no recente álbum da cantora, “Funk Generation”, a faixa ganhou videoclipe ao meio-dia desta terça-feira (14). O audiovisual proporciona um mergulho na espiritualidade da cantora.

Filmado totalmente em preto e branco, o vídeo apresenta uma Anitta como raramente vista: totalmente entregue à sua fé e religiosidade. O lançamento, que estava previsto só para esta quarta (15), foi antecipado pela artista, após ataques religiosos sofridos nas redes sociais.

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“Estou entregue nesse videoclipe. Não só por retratar um pouco da minha espiritualidade sem filtros, mas por mostrar que não há nada de errado ou a esconder sobre o que você acredita. Nós brasileiros somos um povo de vários credos e raízes”, reflete a carioca, que atuou também como diretora criativa da produção.



A religião afro-brasileira, que faz parte da vida da artista, aqui é traduzida em música. Inclusive na letra de “Aceita”, que narra as vivências de uma entidade espiritual, que sai pelas ruas celebrando seus feitos.

“Na tradição do candomblé, eu sou filha de Logun Edé, que é um orixá mega complexo. Sensível e bravo, inteligente e esperto, carinhoso e pragmático… Essa música traduz essas características pro meu universo, na minha história”, divide.

A grande maioria das imagens foi captada no município de Magé, na Baixada Fluminense, em um terreiro de candomblé. Além de retratar rituais, sons, símbolos e costumes de sua religião, Anitta também destaca a imagética de crenças cristãs (como o catolicismo ou cristianismo evangélico) e do judaísmo, por exemplo.

Ela explica: “O Brasil é um país com várias identidades. Aceitar isso é ser tolerante, respeitoso e amável. O álbum ‘Funk Generation’ é muito sobre essa identidade brasileira que me inspirou a ser artista. E a nossa diversidade religiosa faz parte disso. Mesmo assim, o preconceito religioso também é muito presente no país, principalmente em relação às tradições de matriz africana. Espero que esse vídeo inspire mais empatia e conhecimento nas pessoas”, conclui.

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