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Intérprete da Viradouro denuncia racismo religioso: ‘Entristece’

Abel Henrique | Publicado em:

Reprodução / Instagram



O cantor Wander Pires, intérprete dos sambas da Unidos do Viradouro, usou suas redes sociais na terça-feira (4) para denunciar que está sendo vítima de racismo religioso.

O artista revelou que as ofensas têm sido direcionadas a ele após a repercussão de vídeos em que canta pontos de Malunguinho, entidade afro-indígena que será homenageada no enredo da escola de samba em 2025.

Nos vídeos que viralizaram nas redes sociais, Wander Pires celebra Malunguinho, figura central nas tradições religiosas afro-brasileiras, dando sequência ao trabalho que a Viradouro vem desenvolvendo para seu próximo desfile no Carnaval. Contudo, a repercussão desses vídeos gerou comentários preconceituosos e ataques contra o cantor e sua religião.



Em seu desabafo, o intérprete da Viradouro compartilhou com seus seguidores um print de uma das mensagens que recebeu.

O racismo religioso é considerado um crime no Brasil, estando previsto na legislação que equipara crimes de injúria racial a atos de racismo. A punição para quem cometer intolerância religiosa pode variar entre dois e cinco anos de reclusão, uma vez que o direito à liberdade de crença é garantido pela Constituição Brasileira.

A penalidade é a mesma estabelecida para o crime de racismo, quando a discriminação é direcionada a um grupo ou comunidade com base em sua raça ou cor. Em janeiro de 2023, a pena foi aumentada, passando de um intervalo de um a três anos de prisão.

Apesar da repercussão do caso, a Unidos do Viradouro, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que não irá se manifestar sobre o ocorrido.

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