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No ano do seu centenário, Bibi Ferreira recebe homenagens

Redação | Publicado em:

Divulgação

 





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No dia de seu centenário, Bibi Ferreira, falecida em 2019, passa a batizar a Cidade das Artes que a partir de agora será: Cidade das Artes Bibi Ferreira e ganha a biografia afetiva “Bibi Ferreira, a saga de uma diva”, livro com mais de 600 páginas e quase 100 entrevistas, que viaja pela vida e obra da artista ao longo de nove décadas, garimpando revelações e muitos episódios de bastidor e que será lançado nesta quarta-feira (1), no Teatro Cesgranrio.  Abigail Izquierdo Ferreira foi uma atriz, cantora, compositora e diretora brasileira de ascendência portuguesa e espanhola, filha do ator brasileiro Procópio Ferreira e da bailarina argentina, Aída Izquierdo. 

Imortalizada em suas memoráveis apresentações como a francesa Édith Piaf e a portuguesa Amália Rodrigues, foram 93 anos de carreira e mais de 170 espetáculos encenados. Segundo os que eram mais chegados a ela, Bibi sempre encontrou tempo para o amor e já mais velha, lamentava o fato de ‘não ter mais idade para amar’. Por isso, temas como amor e sexo foram os mais abordados por ela nos sete longos depoimentos inéditos que embasaram a obra lançada nesta quarta. Bibi se apaixonou muito, se casou oito vezes e teve uma filha, Teresa Cristina, mais conhecida como ‘Tina’. Ela conta que sua mãe ‘viveu como queria’ e “teve uma vida muito boa”. Segundo sua amiga de escola e que foi ouvida para grande parte do livro, Renée Groissman, ela era namoradeira desde jovem. 

 





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Foram 93 anos de carreira e mais de 170 espetáculos encenados



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Ainda dentro das comemorações, está a reestreia do espetáculo “Bibi, uma vida em musical”, de Artur Xexéo e Luanna Guimarães, no próximo dia 3, no Teatro Riachuelo. Na ocasião que estava em cartaz, essa foi a última peça vista por Bibi, em 2018 (ela faleceu no ano seguinte). Na ocasião, os espectadores só perceberam que ela estava na plateia quando a própria entoou Piaf enquanto estava sentada assistindo.

Curiosidades

Bibi viveu em uma disciplina rígida e que trouxe talentos múltiplos, como a paixão pelas artes plásticas, por exemplo. Com apenas 13 anos de idade, enquanto ouvia os musicais da Broadway através das dezenas de discos do pai, ela imaginava os cenários dos espetáculos e criava os desenhos em nanquim e um deles é exposto ao público somente agora.

A jornalista Jalusa Barcellos, autora do livro em sua homenagem e grande amiga da atriz, com quem trabalhou por 46 anos, conta que o deleite de Bibi era sempre produzir algo, e a mãe não dava sossego a menina. Quando era jovem, ela encontrou no desenho uma válvula de escape. Ela relata ainda que quando ela chegava, tudo parava e por trás dos seus óculos gigantescos, havia uma pessoa espirituosa e extremamente divertida.

Na biografia é relatado algumas curiosidades como sua paixão por dobradinha, feijoada, Coca-Cola e jujuba, que ficava possessa ao ver um ator (a) fumando e que por conta do trabalho com a voz, não bebia água gelada e não consumia álcool em hipótese nenhuma.

 





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Bibi sempre encontrou tempo para o amor e já mais velha, lamentava o fato de ‘não ter mais idade para amar’



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Carnaval

Quem é amante do carnaval se lembra da homenagem que a Unidos do Viradouro fez a Bibi, no ano de 2003. a escola levou à Avenida o enredo “A Viradouro canta e conta Bibi – Uma homenagem ao teatro brasileiro”, desfile assinado por Mauro Quintaes e que prestou um merecido tributo à artista, na época com 80 anos. 

No desfile, a Viradouro que ficou na 6ª colocação, trouxe uma comissão de frente colorida com uma Bibi ainda criança e a emoção da homenageada, no último carro, à frente da escultura de seu pai, Procópio Ferreira, um dos responsáveis pela legalização da profissão de ator no Brasil. 

No carnaval seguinte ao seu falecimento, a agremiação fez um pavilhão especial com nome de Bibi Ferreira e o usou em todos os seus ensaios. 

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