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‘Um luxo’, diz Alcione ao ganhar exposição sobre carreira

Redação | Publicado em:

Reprodução / Instagram



Após ser reverenciada ao longo de 2024 em comemoração aos seus 50 anos de carreira, chegou a vez de a cantora Alcione ser homenageada na terra natal dela, São Luís. A exposição Com Amor, Alcione faz um grande passeio pela trajetória da “Dama do Samba”, “A Voz do Samba” ou simplesmente da “Marrom”, desde o início da carreira, no Grêmio Lítero Recreativo Português, em São Luís, passando pelo amor pela cultura maranhense, pelo samba carioca e mostrando também o amor dela pela escola de samba Mangueira.

A mostra, aberta na noite de quarta-feira (12), no Centro Cultural Vale Maranhão, no centro histórico, traz, entre outras coisas, registros de apresentações em mais de 30 países, do cotidiano, das parcerias e rende uma justa homenagem à obra de uma das maiores vozes brasileiras.

“Essa exposição é um luxo! Acho que artista nenhum merece morrer sem ter uma exposição desta. Não que eu possa morrer. Não! Sou muito feliz pelo trabalho dessa exposição, ainda mais por ter sido realizada em São Luís”, resumiu a cantora durante entrevista na abertura da exposição

A mostra permite que os fãs revivam a trajetória da carreira da artista, que eternizou músicas como Não deixe o samba morrer, Garoto maroto, Menino sem juízo, Cajueiro velho, Meu ébano, entre tantas.

O roteiro mostra os passos da sambista nas ladeiras do Morro de Mangueira, a amizade com os mais diversos artistas, as viagens ao redor do mundo, a amante da cultura maranhense que gira ao som das matracas do bumba meu boi.

O visitante ainda poderá experimentar o som contagiante dos tambores maranhenses presentes no Tambor de Crioula e no Bumba Meu Boi, além das baterias de escola de samba, que fazem parte da sonoridade da artista.

Na exposição, são expostas mais de 300 fotos do acervo de Alcione, além de figurinos emblemáticos de várias fases da Rainha do Brilho, discos e objetos pessoais. Outro ponto de destaque é a religiosidade da cantora, na forma de um altar construído com base nos relatos sobre as crenças dela.

Além disso, também estão à mostra as dezenas de prêmios recebidos ao longo da rica trajetória da maranhense, que gravou 42 álbuns, ganhou 26 discos de ouro, 7 de platina e dois de platina duplos, além de DVDs. Um dos prêmios é o Grammy Latino, na categoria Melhor Álbum.

E o público também vai poder interagir com a obra da cantora, com uma jukebox na qual os visitantes podem escolher a trilha sonora da exposição e soltar a voz no karaokê.

A exposição tem a curadoria de Deyla Rabelo, Gabriel Gutierrez e Luciana Gondim e ficará aberta até o dia 30 de agosto.

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