A expectativa dos brasileiros para a Copa do Mundo de 2026 aumentou nos últimos meses. Pesquisa Quaest divulgada nesta semana aponta crescimento da confiança na conquista do hexacampeonato pela seleção brasileira, embora a maioria dos entrevistados ainda não acredite que o time comandado por Carlo Ancelotti levantará a taça.
Segundo o levantamento, 35% dos entrevistados acreditam que o Brasil será campeão do mundo. Em abril, esse percentual era de 25%. Já os que não apostam na conquista caíram de 68% para 56%. Outros 9% disseram não saber ou preferiram não responder.
O levantamento foi realizado nos dias que antecederam a estreia da seleção brasileira no Mundial. A Copa do Mundo começou nesta quinta-feira (11), com a partida de abertura entre México e África do Sul, na Cidade do México. O Brasil entra em campo pela primeira vez no sábado (13), diante de Marrocos, em Nova Jersey. A equipe está no Grupo C, que também conta com Haiti e Escócia.
Entre os entrevistados que não acreditam no título brasileiro, a projeção mais frequente é de eliminação nas quartas de final, cenário apontado por 23%. Outros 10% acreditam que a seleção cairá logo no início do mata-mata, enquanto 8% projetam uma eliminação nas semifinais. Há ainda 7% que apostam em queda na fase de grupos e 3% que veem o Brasil chegando à decisão, mas ficando com o vice-campeonato.
A pesquisa também indicou crescimento na aprovação do trabalho de Carlo Ancelotti. O italiano, que se tornou o primeiro treinador estrangeiro a comandar a seleção brasileira em uma Copa do Mundo, é aprovado por 58% dos entrevistados. Em abril, esse índice era de 41%.
A desaprovação ao técnico caiu de 29% para 14%, enquanto 28% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não responder.
Outro dado que apresentou evolução foi a avaliação sobre a convocação de Neymar. Mesmo convivendo com problemas físicos e com chances de desfalcar a seleção na estreia, o atacante recebeu aprovação de 53% dos entrevistados, contra 47% registrados na pesquisa anterior.
A rejeição à presença do camisa 10 na lista caiu de 45% para 38%. Já os que não souberam responder ou não opinaram somaram 9%.
A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre os dias 5 e 8 de junho. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.