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Último ato: Fred repassa carreira em despedida pelo Fluminense

Redação | Publicado em:

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Lucas Merçon/FFC

 





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Foram 817 partidas, 413 gols, 20 títulos, 12 artilharias e cinco clubes. Mas, acima de tudo, foi muito mais do que números. A expressiva carreira de Fred, um dos maiores jogadores de sua geração, chega ao fim neste sábado (9), na partida entre Fluminense e Ceará, no Maracanã, às 19h.

Frederico Chaves Guedes foi referência por onde passou. Do gol relâmpago do meio de campo na Copa São Paulo de Futebol Júnior, pelo América-MG, às lágrimas do (até agora) último gol como profissional, pelo Fluminense, muita coisa se passou – e ele deixou sua marca em todas as camisas que vestiu.

No auge de seus 38 anos, Fred não deixa dúvidas de que ainda tinha lenha para queimar – mas precisou abreviar sua trajetória devido a um problema no olho esquerdo. Ele pendura as chuteiras como segundo maior artilheiro da era dos pontos corridos (159 gols) e o principal goleador da Copa do Brasil (37).

O camisa 9 também fez história fora do Brasil, sendo o terceiro a mais balançar as redes na Copa Libertadores, com 25 gols, empatado com Palhinha – e atrás apenas de Luizão (29) e Gabigol (27). Pela Seleção, foram 18 tentos em 39 partidas, sendo o artilheiro da Copa das Confederações em 2013.

Trajetória

Revelado pelo América-MG, em 2003, se destacou por duas temporadas até chamar a atenção do gigante Cruzeiro – que, à época, havia acabado de conquistar a Tríplice Coroa. Ele não se intimidou e marcou logo na sua estreia, algo que aconteceu em todos os clubes em que atuou.

Depois de repetir as grandes atuações atraiu os holofotes europeus e foi parar no Lyon, da França, por 15 milhões de euros, no segundo semestre de 2005. No exterior, enfileirou títulos e fez parte da geração mais vencedora da história do clube que defendeu por quatro temporadas.

Ao decidir retornar ao Brasil, Fred fez uma escolha que mudou sua vida. Chegou a negociar com o Cruzeiro, mas fechou com o Fluminense – seu principal caso de amor ao longo da carreira. Desembarcou no Rio de Janeiro no início de 2009 e participou de uma das maiores arrancadas da história do futebol brasileiro.

Isso porque o Tricolor, já na segunda metade do ano, ia mal no Campeonato Brasileiro e acumulava 99% de chances de rebaixamento à Série B. No entanto, Fred e seus companheiros derrotaram a matemática e mantiveram o Flu na elite, ganhando o apelido de Time de Guerreiros.

Depois da tempestade, a bonança. Em 2010, Fred levantou a taça de campeão brasileiro – taça que o clube não levantava desde 1984. Já em 2012, para marcar de vez seu nome nas Laranjeiras, foi peça fundamental e marcou os dois gols da vitória por 3 a 2 sobre o Palmeiras, garantindo mais um título do Brasileirão.

Fred ainda permaneceu no clube até 2016, tornando-se um dos maiores artilheiros da história tricolor e criando fortes vínculos com a torcida. O que não o impediu de buscar novos desafios, assinando com o Atlético-MG e fechando a trinca das três principais camisas de Minas Gerais.

Pelo Galo, foi campeão estadual em 2017, mas acabou tendo uma saída conturbada – pela qual as partes ainda brigam na Justiça até os dias atuais. Ao optar por trocar o Alvinegro pelo arquirrival Cruzeiro, instaurou uma guerra nos bastidores e, posteriormente, acabou vivendo o pior momento de sua carreira.

Com problemas extracampo e um rebaixamento no fim do ano, Fred estava escanteado, em baixa e desacreditado. Foi aí que o Fluminense, a sua maior paixão, o abraçou de novo. Em 2020, apesar da desconfiança da imprensa e de parte da torcida, voltou a render e ajudou na classificação à Libertadores.

Nos seus dois últimos anos de carreira, marcou gols importantes, foi representativo dentro e fora de campo, ampliou recordes com a camisa tricolor e encerrou com um título estadual. Fred é considerado por muitos o maior ídolo da história do clube. E esse caso de amor termina neste sábado.

Clubes, partidas, gols e títulos

América-MG

– 56 jogos e 36 gols

– nenhum título

Cruzeiro

– 178 jogos e 78 gols

– Campeonato Mineiro (2018 e 2019) e Copa do Brasil (2018)

Lyon

– 125 jogos e 43 gols

– Campeonato Francês (2005/06, 2006/07, 2007/08) e Copa da França (2007/08)

Atlético-MG

– 83 jogos e 42 gols

– Campeonato Mineiro (2017)

Fluminense

– 376 jogos e 199 gols

– Campeonato Brasileiro (2010 e 2012), Campeonato Carioca (2012 e 2022) e Primeira Liga (2016)

Seleção Brasileira

– 39 jogos e 18 gols

– Copa América (2007), Copa das Confederações (2013), Superclássico (2011 e 2012)

Artilharias


Cruzeiro

– Campeonato Mineiro de 2005 (14 gols)

– Copa do Brasil de 2005 (14 gols)

– Campeonato Mineiro de 2019 (12 gols)

Fluminense

– Campeonato Carioca de 2011 (10 gols)

– Taça Guanabara de 2011 (8 gols)

– Campeonato Brasileiro de 2012 (20 gols)

– Campeonato Brasileiro de 2014 (18 gols)

– Campeonato Carioca de 2015 (11 gols)

– Taça Guanabara de 2015 (9 gols)

Atlético Mineiro

– Campeonato Brasileiro de 2016 (14 gols)

– Campeonato Mineiro de 2017 (10 gols)

Seleção Brasileira

– Copa das Confederações de 2013 (5 gols)

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