Skip to content

Brasil & Mundo

Bolsonaro deixa prisão domiciliar para fazer exames médicos

Redação | Publicado em:

Divulgação / Fabio Rodrigues / Agência Brasil



O ex-presidente Jair Bolsonaro deixou pela primeira vez, neste sábado (16), sua casa em um condomínio em Brasília, onde cumpre prisão domiciliar desde o dia 4. Bolsonaro foi até um hospital particular da capital federal para realizar exames médicos. A saída foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). 

Ao atender o pedido dos advogados de Bolsonaro e autorizar que ele saísse de casa, Moraes estabeleceu que o ex-presidente deve retornar para seu condomínio em no máximo oito horas, e apresentar também, em até 48 horas, um atestado de comparecimento especificando os procedimentos realizados.



Bolsonaro deve passar por exames de sangue, urina, endoscopia, tomografia computadorizada, ultrassonografia e ecocardiograma. Segundo a defesa do ex-presidente, os exames são necessários porque, nos últimos dias, ele tem apresentado quadro de refluxo e soluços refratários.

Desde 2018, quando foi alvo de um atentado, Bolsonaro necessita de acompanhamento médico periódico devido às consequências das cirurgias a que se submeteu em virtude da facada que recebeu na região do abdômen e que provocou graves lesões nos intestinos delgado e grosso.

Durante o período em que estiver fora de casa, Bolsonaro, porém, continuará sendo monitorando por tornozeleira eletrônica. O ministro determinou que a Secretaria Administração Penitenciária (Seap-DF) acompanhe todo o deslocamento. O órgão é responsável pelo monitoramento eletrônico do equipamento.

Moraes decretou a prisão domiciliar de Bolsonaro por entender que o ex-presidente usou redes sociais de seus filhos (Eduardo, Flávio e Carlos Bolsonaro) para burlar a proibição de usar essas redes, inclusive por intermédio de terceiros.

As medidas cautelares foram determinadas no inquérito no qual o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, é investigado pela atuação junto ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do Supremo.

Em março deste ano, Eduardo pediu licença do mandato parlamentar e foi morar nos Estados Unidos, sob a alegação de perseguição política.

Nesse processo, o ex-presidente é investigado por mandar recursos, via Pix, para bancar a estadia de seu filho no exterior. Bolsonaro também é réu na ação penal da trama golpista no Supremo. O julgamento está marcado para setembro.

A reportarem não conseguiu contato com a assessoria do ex-presidente.

Notícias Relacionadas

Política

Flávio Bolsonaro vota no Rio, e Lula, em São Paulo

Últimas Notícias

Celina Leão
Política

Governadora Celina Leão é reeleita no Distrito Federal

Niterói

Interdição na orla de Icaraí, em Niterói, começa na terça-feira; entenda

Filas no para ônibus em São Gonçalo
Região

RJ tem PM detido por vender voto no Rio, redução de ônibus em SG e morte em Maricá

Segurança Pública

Grupo é acusado de intimidar eleitores em Niterói; vídeo flagra agressão