A produção brasileira de petróleo e gás atingiu, em 2025, o patamar de 4,897 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), volume 13,3% maior que o registrado no ano anterior e o mais alto já alcançado no país. Até então, o maior resultado havia sido observado em 2023, com 4,344 milhões de boe/d.
As informações foram divulgadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), autarquia responsável pela regulação do setor e vinculada ao Ministério de Minas e Energia.
O barril de óleo equivalente é uma unidade utilizada para unificar a medição da produção de petróleo e gás natural, convertendo o volume de gás em equivalência energética ao petróleo, o que permite a soma dos dois produtos.
O desempenho recorde reforça a importância da indústria extrativa para a economia nacional. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção industrial do país avançou 0,6% no ano passado, enquanto o segmento extrativo apresentou crescimento de 4,9%, conforme divulgado nesta terça-feira (3).
Produção recorde de petróleo e gás
Em 2025, a produção de petróleo chegou a 3,770 milhões de barris por dia, alta de 12,3% em relação ao ano anterior e o maior volume já registrado. Já a extração de gás natural alcançou 179 milhões de metros cúbicos diários, também um recorde, com aumento de 17% na comparação anual.
Novas plataformas impulsionam resultados
A ampliação da produção está relacionada, em grande parte, à entrada em operação de quatro novas plataformas do tipo FPSO (unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência), todas instaladas no pré-sal da Bacia de Santos.
As plataformas que iniciaram atividades foram:
- Almirante Tamandaré, em fevereiro
- Alexandre de Gusmão, em maio
- Bacalhau, em outubro
- Petrobras 78, em dezembro
Predominância do pré-sal
De acordo com a ANP, os campos do pré-sal localizados a profundidades entre 5 mil e 7 mil metros responderam por 79,63% da produção total em óleo equivalente. As áreas do pós-sal contribuíram com 15,45%, enquanto os campos terrestres representaram 4,92%.
Os cinco campos marítimos com maior participação na produção foram:
- Tupi, com 21,36%
- Búzios, com 20,47%
- Mero, com 14,44%
- Itapu, com 4,19%
- Jubarte, com 4,14%
Entre as bacias, a de Santos lidera com 77,79% da produção offshore nacional, seguida pela Bacia de Campos, responsável por 19,67%. Ambas estão localizadas no litoral da região Sudeste.
O estado do Rio de Janeiro manteve a liderança como maior produtor de petróleo do país, concentrando 87,8% do total extraído em 2025. No ranking estadual, o Espírito Santo assumiu a segunda posição, com 5,12%, superando São Paulo, que ficou com 4,89%.
Participação da Petrobras
A Petrobras, cuja sede fica no Rio de Janeiro, permanece como a principal produtora de petróleo e gás do Brasil. Em dezembro, campos operados pela estatal — sozinha ou em parceria com outras empresas — foram responsáveis por 90,03% da produção nacional. Já os campos operados exclusivamente pela companhia responderam por 23,9% do total produzido no mês.