O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pediu à Justiça o arquivamento do caso envolvendo a morte do cão comunitário Orelha, após concluir que o animal não foi agredido por adolescentes, como era investigado até o momento. A promotoria responsável afirma que o cão já possuía uma condição grave de saúde, preexistentes ao suposto espancamento.
A informação foi divulgada pelo MP nesta terça-feira (12). Após a análise de aproximadamente 2 mil arquivos, incluindo laudos, vídeos e imagens, foi concluído que os menores de idade, apontados pela Polícia Civil, não estavam juntos na praia no dia da suposta violência.
De acordo com o ministério, a conclusão foi motivada pela cronologia dos fatos apresentada pela investigação dos policiais civis. Para a promotoria do MP, não há consistência na “linha do tempo” montada pelos agentes, que afirmaram que um dos adolescentes teria passado mais de 40 minutos sozinho com Orelha na praia.
Na análise dos materiais coletados, o MPSC afirma que não há registros suficientes para concluir que o animal foi agredido pelo menor de idade, reforçando que a Polícia Científica do estado confirmou que nas filmagens usadas para acusar o jovem, Orelha estava em um local diferente, em horário diferente, com luminosidade solar distinta.
Por fim, a promotoria concluiu que a Polícia Civil se deixou levar por boatos da vizinhança a qual o cachorro pertencia, além da repercussão na internet e redes sociais.
“A constatação, pelas imagens analisadas na perícia, de que o cão mantinha plena capacidade motora e padrão de deslocamento normal quase uma hora após o horário em que a investigação presume a ocorrência do ato da suposta agressão, afastou a tese de que ele teria retornado da praia já debilitado por ‘agressões’ recentes“, afirmou, em nota, o MP.