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Brasil & Mundo

Data e horário da morte de Juliana Marins ainda são indefinidos

Redação | Publicado em:

Reprodução / Redes Sociais


A declaração do médico-legista Ida Bagus Putu Alit, do Hospital Bali Mandara, em Denpasar, na Indonésia, em relação à data e horário da morte da jovem Juliana Marins, é contraditória a divulgada pela Basarnas, agência de buscas e resgates, na manhã desta sexta-feira (27). Segundo Alit, a jovem faleceu na quarta-feira (25), entre 1h e 13h do horário local.

“De acordo com meus cálculos, a vítima morreu na quarta-feira, 25 de junho, entre 1h e 13h”, afirmou Alit.

No entanto, anteriormente, havia sido noticiado pelas autoridades locais que Juliana morreu cerca de 20 minutos após sofrer a queda durante uma trilha no Monte Rinjani, ainda no primeiro dia. Ela teve fraturas em diversas partes do corpo e hemorragia interna.

Ainda segundo Alit, Juliana morreu cerca de 20 minutos após sofrer os ferimentos, pois não resistiu aos traumas, e não logo após a queda do monte. Ele também descartou que Juliana faleceu de hipotermia (causado pelo frio).

O médico foi questionado sobre o vídeo de um drone em que Juliana aparece ainda viva, supostamente na segunda-feira. No entanto, nã há informações concretas sobre o dia e a hora que o vídeo foi feito.

Juliana Marins foi encontrada sem vida na manhã da última terça (24), na Ilha de Lombok, na Indonésia, após dias de buscas que mobilizaram familiares, amigos e milhares de brasileiros nas redes sociais. A jovem havia embarcado em fevereiro para a Ásia para fazer um “mochilão”.

Resgate do corpo

Os trabalhos de resgate da jovem começaram às 6h de quarta-feira em Lombok (17h de terça no Rio de Janeiro), no desfiladeiro onde a jovem caiu.

Às 13h51 em Lombok (2h51 no Rio), toda a equipe de resgate, junto com a vítima, foram içadas até o ponto de ancoragem superior. Parte do resgate foi registrada em vídeo por um montanhista que auxiliou na operação.

Por volta das 20h40 em Lombok (9h40 no Rio), o corpo foi entregue ao Hospital Bhayangkara da Polícia Regional de Nusa Tenggara Ocidental para os procedimentos necessários.

De acordo com Muhammad Syafi’i, marechal do ar e chefe da Basarnas (Agência Nacional de Busca e Resgate da Indonésia), Juliana foi localizada aproximadamente 600 metros abaixo da trilha onde ocorreu o acidente. Devido às condições climáticas adversas, o uso de helicópteros na operação foi inviabilizado, levando à necessidade de instalar vários pontos de ancoragem na rocha para facilitar o resgate.

Lula contradiz Itamaraty

Itamaraty, presidente Ministério das Relações Exteriores, havia divulgado na quarta, logo após o içamento do corpo da jovem, que não poderia arcar com os custos de translado do corpo, uma vez que não poderiam ser usados recursos públicos para isso. A família, por sua vez, voltou a afirmar no Instagram oficial criado para notícias sobre o caso que não faz nenhuma vaquinha para arrecadar recursos.

No entanto, após a repercussão, na noite desta quinta-feira (26), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deixou uma mensagem em uma rede social afirmando que determinou ao Ministério das Relações Exteriores que faça o traslado do corpo de Juliana Marins até o Brasil. O anúncio foi feito após uma conversa por telefone com a família da brasileira que morreu após cair de uma trilha em um vulcão na Indonésia.

A ajuda do presidente, porém, veio após o anúncio da Prefeitura de Niterói – cidade onde Juliana morava – que se comprometeu a custear o traslado do corpo da jovem. Na noite desta quarta-feira (25), o prefeito Rodrigo Neves reafirmou o apoio do município à família. O corpo será trazido ao Brasil para ser velado e sepultado na cidade, sem data definida ainda.

Lula aproveitou para anunciar que irá revogar decreto que impede o governo federal de custear traslados de corpos de brasileiros do exterior para o Brasil. Desde 2017, uma norma não autoriza o Ministério das Relações Exteriores a pagar pelo traslado de corpos de brasileiros. Lula disse ainda que irá editar um novo decreto, mas não detalhou como serão as regras.

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