Skip to content

Brasil & Mundo

Em votação apertada, Senado mantém Gonet na PGR; veja placar

Redação | Publicado em:

Ouvir notícia

Ouvir notícia
Marcelo Camargo / Agência Brasil



Em uma votação marcada por tensão política e discursos acalorados, o plenário do Senado aprovou, nesta quarta-feira (13), por 45 votos favoráveis e 26 contrários, a recondução de Paulo Gonet ao cargo de procurador-geral da República por mais dois anos. Conhecido por uma atuação firme e técnica à frente do Ministério Público, Gonet seguirá no comando da PGR após ter sido indicado pela primeira vez em 2023.

Antes da confirmação no plenário, o procurador passou pela sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde obteve maioria simples, requisito para que seu nome fosse levado à votação final. No Senado, precisava de pelo menos 41 votos para garantir a recondução.



“Sem cores de bandeiras”

Durante a sabatina, Gonet defendeu a imparcialidade de sua atuação, especialmente nas investigações sobre a tentativa de golpe de Estado que envolveram o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados.

“Não há criminalização da política em si. Sobretudo, a tinta que imprime as peças produzidas pela Procuradoria-Geral da República não tem as cores das bandeiras partidárias”, afirmou Gonet, em resposta aos questionamentos de senadores sobre a condução das ações.

O procurador destacou ainda que, no processo da chamada “trama golpista”, a PGR fez uso dos acordos de não persecução penal com os acusados que reconheceram seus erros e se comprometeram com medidas de reparação, o que lhes permitiu manter o status de réu primário.

Gonet também frisou sua preocupação com a condução ética das investigações. “O respeito ao sigilo judicial foi sempre obedecido de modo absoluto”, acrescentou, ao defender que suas manifestações se restringiram aos autos do processo, evitando vazamentos ilegais e comentários públicos.

Reconhecimento no Senado

O relator da recondução, senador Omar Aziz, destacou no parecer o trabalho técnico de Gonet no comando da PGR. Segundo Aziz, o procurador atuou “de forma técnica em centenas de ações penais e acordos de não persecução, inclusive em face dos principais responsáveis pelo ataque à democracia ocorrido no país, conforme já reconhecido em variadas condenações proferidas pelo STF”.

Durante seu primeiro mandato, Gonet apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados pela tentativa de golpe de Estado, um dos episódios mais marcantes de sua gestão.

Outras indicações aprovadas

Na mesma sessão, o Senado também aprovou nomes indicados para o Superior Tribunal Militar (STM), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Todos seguem agora para a etapa de deliberação formal no plenário.

Notícias Relacionadas

Últimas Notícias

Curiosidades

No topo do MAC! Veja vista que estava escondida há 9 anos em Niterói

Compositor de São Gonçalo ganha homenagem na estreia da Festa Literária Popular
Entretenimento

Compositor de São Gonçalo ganha homenagem na estreia da Festa Literária Popular

Caminhão-cegonha com 11 veículos tomba e pega fogo na Via Dutra; vídeo
Interior

Caminhão-cegonha com 11 veículos tomba e pega fogo na Via Dutra; vídeo

Esportes

Pai de Neymar é o novo CEO do Santos