O perfil oficial da Casa Civil no Instagram publicou, nesta quarta-feira (4), um meme com o objetivo de divulgar a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil. A publicação, no entanto, gerou polêmica ao recorrer a referências do BBB 26, associando os trabalhadores na faixa de isenção a Babu e quem ganha acima desse valor a Jonas, rotulado como “playboy”. A polêmica levou o perfil a remover o conteúdo.
Na postagem, o governo utilizou emojis que lembravam os participantes do reality: o personagem descrito como “playboy” remetia a Jonas, enquanto o personagem negro, identificado como trabalhador, fazia referência a Babu.

A primeira imagem trazia a frase: “Se você é um playboy, isso aqui não é sobre você”. A segunda dizia: “Mas se você é trabalhador e ganha até R$ 5.000, seu carisma certamente tá grandão porque você não paga mais imposto de renda”.
O meme foi associado ao episódio do “Sincerão”, exibido na segunda-feira (2), quando o ator chamou Jonas de “playboy” e “sem carisma”, gerando repercussão nas redes sociais. Ele explicou que o termo “playboy” se referia à postura do participante no programa, e não ao seu poder aquisitivo.
A assessoria de Jonas criticou a postagem da Casa Civil: “A gente entende que reality show polariza e todo mundo quer comentar nas redes, mas aqui estamos falando de um perfil de órgão público. É inaceitável que uma página da Casa Civil incentive ódio ou humilhação a qualquer cidadão. E, como o “alvo” foi o Jonas, é importante reforçar: ele nunca levou vida de ‘playboy’.”
Após as críticas, a Casa Civil removeu a publicação.
ISENÇÃO DO IR
Os efeitos da nova tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2026 começam a ser percebidos nesta semana. Trabalhadores com salário bruto de até R$ 5.000 por mês passam a estar totalmente isentos do imposto. Para quem recebe até R$ 7.350, haverá uma redução gradual do valor retido na fonte.
De acordo com a nova regra, a isenção total do IRPF se aplica a todos os contribuintes cuja renda mensal não ultrapasse R$ 5.000, incluindo:
- Trabalhadores com carteira assinada;
- Servidores públicos;
- Aposentados e pensionistas do INSS ou de regimes próprios de previdência.