O Ministério Público do Rio acusa Marcelo Crivella e mais 10 pessoas de improbidade administrativa em um esquema que teria movimentado R$ 32 milhões em propina. A ação é um desdobramento do caso conhecido como “QG da Propina”, mas o ex-prefeito nega irregularidades.
Segundo o MP, o esquema envolvia fraudes em licitações da Prefeitura, empresas de fachada, notas fiscais falsas e contratos fictícios, com a dupla Crivella e o empresário Rafael Alves no comando. O foco da investigação foi o contrato de R$ 789 milhões do Previ-Rio com o grupo Assim Saúde, responsável pela previdência e plano de saúde dos servidores municipais.
“Tal esquema de corrupção foi executado de forma planejada, consciente e coordenada”, afirma o Ministério Público.
O MP detalha que os suspeitos ajustaram o pagamento de 3% de propina sobre os contratos e que o ex-prefeito tinha total ciência das ações de seus subordinados. Além de Crivella e Rafael Alves, outras 9 pessoas e 25 empresas respondem na ação, que pede devolução integral do dinheiro, multa e suspensão dos direitos políticos por até 14 anos.
Em nota, Crivella se defendeu das acusações.
“A denúncia é a terceira em cima da mesma narrativa, nos últimos seis anos. Até agora o deputado sequer foi ouvido pelos investigadores. O Grupo Assim Saúde presta serviços ao município ininterruptamente há mais de 17 anos, inclusive na atual gestão. Não houve fraude à licitação, pois não houve licitação, mas credenciamento, modalidade legal, aceita pelo TCU e recomendada pelo MP”.
O grupo Assim Saúde não comentou, e Rafael Alves e Bruno de Oliveira Louro ainda não se manifestaram.