Em meio às polêmicas e decisões judiciais entorno ao cargo de governador do estado do Rio de Janeiro, o deputado estadual Douglas Ruas (PL) confirmou a pré-candidatura, caso o Supremo Tribunal Federal (STF) determine que as eleições diretas aconteçam.
Eleito para o cargo em votação na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), na última quinta-feira (26), e deseleito pela Justiça poucas horas depois, Ruas adotou publicamente a postura favorável às eleições diretas, defendendo que a população deve escolher diretamente um novo governador.
“O Rio de Janeiro vive um momento de excepcionalidade, com a vacância dos cargos de governador e vice. A legislação aponta para eleição indireta, mas eu defendo a eleição direta, porque esse é o exercício pleno da democracia. Se essa for a decisão do STF, estarei pronto para disputar tanto o mandato-tampão quanto as eleições gerais de outubro”, afirmou o deputado.
Além do chamado mandato-tampão, Ruas é também pré-candidato ao governo do estado pelo PL, nas eleições gerais deste ano, que acontecem em outubro.
Quem é Douglas Ruas?
Douglas Ruas, filho do prefeito da cidade de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, Capitão Nelson (PL), é bacharel em Direito, pós-graduado em Gestão Pública e servidor concursado da Polícia Civil.
Foi subsecretário de Trabalho de São Gonçalo, até ser eleito deputado estadual em 2022, com 175 mil votos. Como deputado, assumiu a Secretaria de Estados das Cidades do governo Cláudio Castro.

Tensão no Governo do Rio
A vaga para governador do Rio de Janeiro se tornou tema de tensão e polêmica nesta última semana. O cargo ficou vazio após o ex-governador Cláudio Castro renunciar, afirmando ter intenção de disputar como senador, sendo condenado pelo Tribunal de Justiça Eleitoral (TSE) pouquíssimo tempo depois, e ficando inelegível.
Naturalmente, a vaga seria preenchida em um mandato-tampão pelo presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União Brasil), que se encontra, neste momento, preso na Superintendência da Polícia Federal (PF), impossibilitado de assumir a posição.
No momento, o posto de governador é preenchido pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Ricardo Couto, enquanto o STF decide, em julgamento que ainda será marcado, como o mandato será eleito.