O candidato ao Governo do Estado do Rio, Eduardo Paes (PSD), atribuiu a corrupção e a aliança com o crime organizado como as principais causas do colapso estadual nos últimos oito anos. Em entrevista a um programa de TV, o candidato afirmou que pretende despolitizar a Segurança Pública, extinguindo a interferência de agentes políticos nas atuações das polícias Civil e Militar, além de criticar o adversário Douglas Ruas (PL).
“Temos no Estado do Rio de Janeiro uma crise política institucional, que não tem precedentes na história. Estamos sendo governados por um desembargador porque o governador foi cassado por corrupção e o presidente da Alerj foi preso por ligações com o Comando Vermelho. Além disso, quatro secretários do governo Cláudio Castro foram presos por ligação com o crime organizado. E o candidato desse grupo político que governou o estado por oito anos, o candidato de Castro e Bacellar, se chama Douglas Ruas, ainda que ele finja que não tem nada a ver com isso”, afirmou.
Segundo Paes, a reconstrução do estado passa prioritariamente pelo setor de segurança, que deverá contar com gestão unificada, ampliação do uso de inteligência e comando direto por parte do Poder Executivo.
“Vou restabelecer a Secretaria de Segurança Pública, com autonomia financeira para as Polícias Civil e Militar, comando unificado e diretrizes claras. Sem a interferência de políticos, como acontece hoje. Todos os deputados, vereadores, políticos que me apoiam e os que não me apoiam sabem que no meu governo ninguém vai me ligar para falar assim: ‘Tem que trocar tal comandante de batalhão’. Isso é função de Estado. O único agente público político que pode estar cuidando disso é o governador do Estado”, frisou Paes.
Economia, Educação e Saúde entra as metas
O candidato também ressaltou que áreas como Economia, Educação e Saúde figuram entre as metas da candidatura. Para embasar os compromissos, citou os índices obtidos durante suas passagens pela Prefeitura do Rio de Janeiro, como o reequilíbrio fiscal do município, os resultados no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e o alcance de 80% na cobertura de atenção primária à saúde.
“A Saúde colapsou, a Educação é o pior Ideb do Brasil e isso se explica pela atuação de um grupo político que é representado por esse governo que há oito anos assumiu o governo do estado. Um governador que sofreu impeachment por desvio de recursos públicos da Saúde em plena pandemia. Um outro governador cassado por corrupção, um presidente da Alerj preso e todos eles agora espelhados na candidatura do PL do Rio, de Douglas Ruas. Já eu sou um candidato que já mostrou onde esteve, capacidade de realizar, de entregar, e é isso que nós vamos fazer para o povo do nosso estado. Fazer a diferença e fazer com que o Rio de Janeiro volte a avançar”, finalizou Paes.