O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) confirmou, nesta segunda-feira (27), que não vai lançar candidato ligado ao partido para as eleições presidenciais deste ano, que acontecem em outubro. Desde 2006, o partido não se mantinha neutro na disputa política para o cargo de presidente da República.
A decisão, anunciada após uma reunião nacional, confirma que a sigla optou por ceder espaço entre os principais holofotes da política brasileira para tentar se reestruturar como partido, buscando novas alianças políticas para conquistar espaço futuramente. Nesse sentido, o movimento procura focar na ampliação no poder regional e legislativo, buscando influência através de governadores e deputados eleitos ao Congresso.
‘A liberação nacional acaba unindo e pacificando, deixando o partido mais forte para que nos estados tenha um resultado bastante positivo‘, disse Baleia Rossi, presidente nacional do MDB.
Via EBC
Neutralidade inédita
Ativa entre os candidatos ao Palácio do Planalto desde 2006, a sigla não abandonava uma disputa presidencial há duas décadas, quando ainda era Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).
Em 2010 e 2014, o partido elegeu Michel Temer, vice de Dilma Rousself, que acabou assumindo a presidência em 2016, logo após o processo de Impeachment acabar.
Em 2018, a sigla escolheu Henrique Meirelles para a disputa, que terminou com 1,20% dos votos. Já em 2022, lançou Simone Tebet, que conquistou a simpatia do eleitorado para terminar em 3° colocada na disputa, mas longe de conseguir uma vaga no segundo turno, que acabou disputada entre Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL).