O PSD, partido presidido por Gilberto Kassab, formalizou nesta segunda-feira (30) a pré-candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, à Presidência da República para o pleito de 2026. O anúncio marca um posicionamento estratégico da legenda no cenário sucessório nacional, consolidando um nome do Centro-Oeste na disputa pelo Palácio do Planalto.
A definição em favor de Caiado ocorre após o governador do Paraná, Ratinho Junior, desistir de entrar na corrida presidencial. A cúpula do PSD vinha avaliando diferentes quadros para a disputa, incluindo o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que também figurava entre as opções de pré-candidatura da sigla.
A escolha de Caiado sinaliza uma tentativa do PSD de unificar forças em torno de uma liderança com forte apelo no agronegócio e histórico parlamentar. Com a oficialização, o partido dá início às articulações para formar alianças programáticas, enquanto monitora a movimentação de outros blocos partidários para a sucessão presidencial.
Em coletiva de imprensa realizada na tarde desta segunda, ao ser questionado sobre a disputa com Flávio Bolsonaro, o pré-candidato pelo PSD afirmou que “não se aprende a governar sentando apenas na cadeira da Presidência da República’, considerando que o filho do ex-presidente Bolsonaro não tem a experiência necessária para assumir a responsabilidade.
Entre as medidas anunciadas, Caiado declarou ainda que pretende assinar anistia irrestrita para todos os envolvidos na tentativa de golpe de 8 de janeiro em Brasília. Questionado sobre a medida, o pré-candidato reforçou que pretende adotar um plebiscito sobre o tema.
Eduardo Leite
O governador do Rio Grande Sul, Eduardo Leite, se manifestou contrário a decisão do partido ao considerar que a escolha por Ronaldo Caiado garante a manutenção da polarização política no país.
“Existe sim no Brasil um desejo forte, talvez ainda silencioso, mas muito real por mais equilíbrio, por mais sensatez, por mais respeito. A decisão tomada pelo partido tem de a manter esse ambiente de polarização radicalizada que tanto limita o nosso país”.
Com a decisão, Eduardo Leite seguirá no Governo do Estado até o final do mandato, abrindo de outras possibilidades de candidatura pelas eleições 2026.