O ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, anunciou, nesta terça-feira (10), a pré-candidatura para disputar novamente o cargo para o Governo do Estado neste ano. Witzel perdeu o mandato em 2021, investigado por crime de responsabilidade em contratos de Saúde durante a pandemia de Covid-19.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Witzel afirma que, na verdade, sofreu “na mão do sistema”, e que passou pelo que chamou de “maior linchamento público da história do Rio de Janeiro”. O ex-governador também afirmou que foi afastado sem ter direito de defesa, e que o processo o tornou “mais experiente”.
Wilson Witzel também declarou que teve uma “mudança de pensamento”. O advogado, atualmente sem partido, afirmou que em 2019, quando foi eleito, tinha o objetivo de “querer mudar tudo no Rio”, e que atualmente entende que as mudanças exigem “estratégia e mais governança”.
O ex-governador conclui afirmando que não há dúvidas que ele tenha pago politicamente por tudo que passou, e que o tempo livrará a imagem dele de “narrativas”.
Mandato de Witzel
Wilson Witzel foi eleito com apoio de Jair Bolsonaro, em 2018, após derrotar Eduardo Paes no segundo turno das eleições para governador do Rio de Janeiro. Assumindo em 2019, Witzel teve um mandato curto, sendo o primeiro governador do estado a sofrer impeachment desde o período da Ditadura Militar no Brasil.
Depois de perder o mandato acusado de corrupção em 2021, Witzel passou cinco anos inelegível, período que passou cassado e sem partido.
Ao contrário do que disse o ex-governador, no vídeo que anuncia a pré-candidatura, Witzel teve direito de defesa contra o processo de impeachment, que foi apresentada pelos advogados ao Tribunal Especial Misto, que teve como relator o parlamentar Waldeck Carneiro, antes do afastamento ser definido.