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Fiocruz alerta para avanço de síndrome respiratória grave em diferentes regiões do Brasil

Redação | Publicado em: - Atualizado 5 meses atrás

Fiocruz registra aumento de síndrome respiratória grave em diferentes regiões do Brasil
Influenza A concentra maior número de mortes, enquanto VSR segue afetando crianças pequenas - Foto: Agência Brasil

O aumento das internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) voltou a acender o alerta em diferentes regiões do país. Dados divulgados nesta quinta-feira (21) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocuz) mostram que 16 capitais brasileiras apresentam níveis de atividade considerados de alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento nas últimas semanas.

Segundo o novo boletim InfoGripe, referente ao período entre 10 e 16 de maio, o avanço dos casos está ligado principalmente à circulação do vírus sincicial respiratório (VSR), que tem maior impacto entre crianças pequenas, e da influenza A, responsável pelo aumento das hospitalizações em outras faixas etárias.

O levantamento indica que praticamente todo o país segue sob atenção. Com exceção de Rondônia, todas as unidades federativas registraram incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco nas duas últimas semanas. Em 18 estados também há sinal de crescimento contínuo no período mais recente de análise.

A pesquisadora Tatiana Portella destacou a importância da vacinação diante da maior circulação dos vírus respiratórios.

“Diante da alta atividade dos vírus influenza A e VSR, é essencial que a população elegível esteja vacinada. Mesmo com a baixa circulação da Covid-19, também é importante manter as doses de reforço em dia, principalmente entre grupos de risco”, afirmou.

Estados e capitais

O boletim aponta crescimento das hospitalizações por influenza A no Paraná, Rio Grande do Sul e Tocantins. Em outros estados, embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado, o número de internações ainda é considerado elevado, como em Alagoas, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraíba, São Paulo e Sergipe.

Entre as capitais com crescimento sustentado de SRAG aparecem Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Salvador e Manaus. A lista inclui ainda Belém, Boa Vista, Campo Grande, Cuiabá, Florianópolis, Macapá, Maceió, Natal, Palmas e Aracaju.

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Foto: Divulgação / Fiocruz

Na Região Norte, o destaque é o avanço das internações por VSR no Pará, que atingiu incidência considerada extremamente alta. Já os casos graves de Covid-19 seguem em queda na maior parte do país, embora haja retomada de crescimento no Ceará e no Maranhão.

Dados epidemiológicos

O cenário nacional mostra aumento de casos de SRAG tanto nas tendências de curto quanto de longo prazo. Desde o início do ano epidemiológico de 2026, foram registrados 63.634 casos da síndrome em todo o país.

Desse total, 29.517 tiveram resultado positivo para algum vírus respiratório. Outros 23.594 testes deram negativo, enquanto cerca de 6 mil exames ainda aguardam conclusão laboratorial.

Nas últimas quatro semanas analisadas, o vírus sincicial respiratório respondeu por 44,5% dos casos positivos. A influenza A apareceu em seguida, com 24,5%, praticamente empatada com o rinovírus, responsável por 24,4%. Já a Covid-19 representou 2,6% das ocorrências confirmadas.

Entre os óbitos registrados no mesmo período, a influenza A lidera com 51,8% dos casos positivos. O coronavírus aparece em seguida com 11,8%, próximo ao VSR, que representa 11,4%.

Incidência e mortalidade

O boletim mostra que os impactos mais intensos da SRAG continuam concentrados nas extremidades das faixas etárias. Entre crianças pequenas, especialmente menores de 4 anos, o VSR segue como principal responsável pelo aumento das internações.

Já entre os idosos, principalmente acima dos 65 anos, a influenza A é apontada como a principal causa de mortalidade relacionada à síndrome respiratória.

Os dados também indicam que a incidência de SRAG por Covid-19 permanece baixa em todas as faixas etárias, diferentemente do comportamento observado para influenza e VSR.

Produzido pelo Programa de Computação Científica da Fiocruz, o InfoGripe é uma ferramenta do Sistema Único de Saúde voltada ao monitoramento de casos graves de doenças respiratórias e ao apoio das vigilâncias estaduais e municipais na definição de ações de prevenção e resposta.

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