Equipes de resgate continuam as buscas por 13 pessoas desaparecidas após a queda da ponte Juscelino Kubitschek, que liga os estados do Maranhão e Tocantins, no domingo (22). Até agora, quatro corpos foram localizados.
A tragédia ocorreu quando a estrutura, que já apresentava sinais de deterioração, desabou, jogando pelo menos oito veículos no Rio Tocantins.
Entre as vítimas confirmadas estão Lorena Ribeiro Rodrigues, de 25 anos, Lorranny Sidrone de Jesus, de 11 anos, Kecio Francisco Santos Lopes, de 42 anos, e Andreia Maria de Sousa, de 45 anos. Eles estavam nos caminhões que caíram da ponte, transportando carga de MDF e ácido sulfúrico.
Na manhã desta terça-feira (24), as buscas foram retomadas com botes e apoio de mergulhadores da Marinha. No entanto, devido à possível contaminação das águas com produtos químicos, como ácido sulfúrico e agrotóxicos, a operação foi feita com cautela.
As autoridades já recolheram amostras da água para análise, e o governo do Maranhão orientou que os moradores não utilizem a água do rio para consumo.
O acidente causou grande impacto nas cidades dos dois estados, e o governo federal anunciou um decreto emergencial para a reconstrução da ponte. O ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou que as obras terão início ainda em 2024 e devem ser concluídas em 2025.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informou que uma sindicância foi aberta para investigar a causa do desabamento, e equipes técnicas estão no local avaliando os danos e preparando um plano de reconstrução.
A ponte, construída nos anos 1960, tem 533 metros de extensão e era um importante ponto de ligação entre as cidades de Estreito (MA) e Aguiarnópolis (TO).
Um vereador de Aguiarnópolis (TO) filmava rachaduras na ponte no momento em que a estrutura começou a ceder. Veja abaixo: