O presidente-executivo da Meta Platforms, Mark Zuckerberg, testemunhou no último dia 18 em um julgamento histórico nos EUA sobre o impacto das redes sociais na saúde mental de jovens. Ele afirmou que o Facebook e o Instagram não permitem usuários menores de 13 anos, mas foi confrontado com documentos internos que indicam que crianças pré-adolescentes são um público relevante para a empresa.
O caso envolve uma mulher da Califórnia que começou a usar o Instagram e o YouTube ainda criança e alega que o uso das plataformas contribuiu para depressão e pensamentos suicidas. Ela processa Meta e Google por danos à saúde mental. Snap e TikTok já chegaram a acordo fora do tribunal.
Durante o julgamento, Zuckerberg defendeu que a Meta tentou desenvolver versões seguras dos aplicativos para crianças, mas não as lançou. Ele também explicou que metas internas de aumento do tempo de uso no Instagram não constituem incentivo direto a jovens.
Documentos apresentados mostraram que adolescentes relataram efeitos negativos sobre a autoimagem e que a supervisão dos pais não teria influência significativa no uso da plataforma. A Meta argumenta que problemas de saúde da autora têm origem em fatores familiares, e que as redes sociais eram um espaço de expressão para ela.
O julgamento é considerado um caso de teste que pode influenciar outros processos contra grandes empresas de tecnologia nos EUA, incluindo Google, Snap e TikTok. Um veredito desfavorável poderia gerar mudanças significativas na forma como essas plataformas operam e na responsabilidade legal sobre danos a usuários jovens.
Globalmente, países como Austrália e estados norte-americanos como a Flórida têm adotado restrições de idade para redes sociais, que estão sendo contestadas judicialmente por associações do setor.