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Região

Morro da Boa Vista mais em verde no Fonseca

Redação | Publicado em:

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Reflorestamento 3 1
Projeto busca recuperar (Foto: UFF/Divulgação)



Desenvolvido pelos alunos participantes do Programa de Educação Tutorial de Engenharia Agrícola e Ambiental da UFF (PET Agrícola), o projeto de reflorestamento abrange os bairros de São Lourenço, Fátima, Pé Pequeno, Cubango e Fonseca, em Niterói, e vem mobilizando parte da comunidade acadêmica da universidade.



A iniciativa, que se dá em parceria com a Companhia de Limpeza de Niterói (Clin), partiu de uma das alunas integrantes do PET, Jéssica Rocha, e atualmente envolve dez graduandos. As atividades desenvolvidas são orientadas pelos professores Departamento de Engenharia Agrícola e Meio Ambiente Carlos Pereira, Marcos Teixeira, Leonardo Hamacher e Dirlane do Carmo.



Segundo Jéssica, a iniciativa se baseia na recuperação de uma área de aproximadamente 4 mil m² do Morro Boa Vista, equivalente ao que seriam cerca de 24 quadras de vôlei, com o uso estimado de mil mudas de espécies nativas da Mata Atlântica. “Utilizamos técnicas conservacionistas, como plantio em curvas de nível, criação de aceiros e capina e disposição da cobertura morta entre as linhas de plantio. A implantação do reflorestamento utilizará o método de nucleação, com o uso de mudas produzidas pelo viveiro de mudas da Clin”, explica.



O trabalho, que conta com o apoio da Pró-Reitoria de Extensão da UFF, tem como finalidade a regeneração da biodiversidade local, propiciando assim um habitat adequado aos animais, prevenindo também a erosão do solo com o rolamento de pedras. O projeto pretende também recuperar uma área do morro que apresenta histórico recorrente de degradação causado, principalmente, pelas queimadas. A melhoria da qualidade de vida da população que habita próximo a essa localidade e a conscientização dos moradores do entorno sobre a importância da preservação ambiental são outros objetivos da iniciativa.



Segundo o professor Marcos, a ideia principal com relação à educação ambiental está na inclusão de alguma escola próxima ao local de reflorestamento no dia da realização do plantio das mudas. ”Foram elaboradas fichas com informações e curiosidades das espécies que serão plantadas com a finalidade de mostrar a importância da sua inclusão na área e no acréscimo da biodiversidade do local. Criaremos também uma cartilha informativa sobre o reflorestamento e a importância da sua manutenção para que as escolas possam incluir em suas atividades educacionais”, salienta.



O cronograma de planejamento sofreu algumas modificações desde o seu lançamento, motivado por razões externas, como as condições climáticas. De acordo com Jéssica, o estágio atual é a fase final da implantação das mudas. “Todos os berços já foram abertos e as mudas foram escolhidas e determinadas em campo, o que nos falta é plantar. Isso deve acontecer no próximo mês, contando com as águas de março para providenciar as melhores condições possíveis”, conclui.


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