O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, antecipou nesta segunda-feira (20) uma série de iniciativas previstas para a nova etapa do planejamento estratégico “Niterói Que Queremos” (NQQ). Para esta fase, foram estabelecidas cinco prioridades fundamentais, baseadas em demandas sugeridas pela população e por representantes da sociedade civil. Entre as principais novidades estão a ampliação de políticas públicas para a população 60+ e o lançamento definitivo do VLT para desafogar o trânsito em pontos sensíveis da cidade.
A declaração ocorreu durante encontro com a imprensa no gabinete da prefeitura, no Centro. O chefe do Executivo niteroiense lembrou que o NQQ vive uma transição histórica, evoluindo do ciclo 2013-2033 para a nova visão de longo prazo: o NQQ 2050.
A primeira fase do projeto foi lançada em 2014, durante o primeiro mandato de Rodrigo Neves. O audacioso programa contemplava metas até 2033, que agora se renovam diante dos novos desafios urbanos.

“De lá para cá muita coisa mudou. Niterói hoje vive uma transição demográfica. Muitas metas já foram alcançadas, mas ainda precisamos investir mais”, — Rodrigo Neves, prefeito de Niterói.
Para o desenvolvimento do plano 2050, cerca de 14 mil pessoas foram ouvidas por meio de consulta pública, além de acadêmicos e especialistas em gestão municipal.
Os 5 Pilares do Niterói Que Queremos 2050
Embora todas as medidas ainda venham a ser anunciadas oficialmente, o Enfoco antecipa os principais destaques do planejamento:
1. Transição Demográfica
O prefeito anunciou a criação de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) no bairro de Icaraí, região com a maior densidade de moradores idosos do município. “Hoje, o idoso que precisa buscar um atendimento básico precisa se dirigir até o posto do Vital Brazil. A construção dessa unidade vai mudar isso”, explicou.
2. Transição Econômica: Inovação e Entretenimento
O foco está na economia do conhecimento. A Arena Niterói, um dos projetos mais ambiciosos para a revitalização do Centro, faz parte do complexo poliesportivo da Concha Acústica, em São Domingos. Previsto para inaugurar em maio e administrado via Parceria Público-Privada (PPP), o espaço será a primeira arena indoor de padrão internacional no Leste Fluminense.
Além disso, o projeto apresenta o Distrito da Inovação, no espaço Cantareira, como ponta de lança para atrair investimentos em tecnologia e parcerias internacionais.
3. Revitalização do Centro

Com investimentos massivos em infraestrutura, a meta é promover um salto populacional na região central, passando de 19 mil para 40 mil moradores até 2050. O foco será atrair a juventude e a população economicamente ativa. Atualmente, três construtoras já levantam empreendimentos que somam milhares de novas unidades residenciais no Centro.
4. Mobilidade Urbana: O Eixo do VLT
A mobilidade foi definida como a prioridade número um. Sobre a Linha 3 do Metrô, Neves esclareceu que, por depender de outras esferas governamentais, o projeto não foi contemplado no NQQ. “A prioridade é abrir o edital de obras do VLT ainda este ano”, afirmou.
- VLT Niterói: Com aporte de R$ 450 milhões via Novo PAC, o modal ligará o Barreto ao Centro.
- Capacidade: 120 mil passageiros por dia em 19 estações.
- Impacto: O objetivo é que o VLT absorva o fluxo vindo de São Gonçalo e Itaboraí, reduzindo o tráfego de ônibus intermunicipais no Centro.
- Complemento: A revitalização da Alameda São Boaventura e o novo Terminal do Caramujo também integram o pacote para desafogar o trânsito no Fonseca.
5. Vida Nova no Morro e Arquiteto da Família
Cerca de 18% da população niteroiense reside em comunidades. Em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a prefeitura implementará urbanização integrada e melhorias habitacionais em 83 comunidades. O programa, coordenado pela Secretaria de Habitação, pretende reestruturar as condições de moradia através de assistência técnica direta aos moradores.
O que é o Niterói Que Queremos?
O NQQ é o Plano Estratégico de Longo Prazo da cidade, baseado em um modelo de gestão por resultados. Lançado originalmente em 2013, o plano utiliza a participação popular para balizar o orçamento e as obras municipais. Em março de 2026, a gestão consolidou a visão NQQ 2050, estendendo o planejamento por mais duas décadas para adaptar a cidade às novas realidades climáticas e sociais.