O piloto de helicóptero da Polícia Civil Felipe Marques Monteiro passou por uma cirurgia para retirada de um hematoma no cérebro e, após o procedimento, apresentou novos pontos de sangramento. Ele está sedado e segue sob acompanhamento intensivo, de acordo com informações divulgadas pela família nesta terça-feira (5).
A intervenção foi realizada no fim de semana, depois que os médicos identificaram a formação do hematoma, uma concentração de sangue dentro do crânio que pode pressionar o cérebro. A cirurgia teve como objetivo remover esse acúmulo. No entanto, após o procedimento, exames apontaram novos sangramentos, o que levou a equipe médica a intensificar os cuidados.
Em comunicado, a família informou que o quadro exige atenção. “Neste fim de semana, o Felipe precisou passar por uma nova cirurgia para a retirada de um hematoma. Após o procedimento, infelizmente, foram identificados novos pontos de sangramento. Neste momento, ele está sedado e sendo cuidadosamente assistido”, diz a nota.
A esposa do policial, Keidna Marques, também explicou a situação em um vídeo publicado nas redes sociais. Segundo ela, intercorrências podem acontecer durante esse tipo de procedimento. “O Felipe está com os melhores neurocirurgiões, o Felipe está com os melhores médicos intensivistas, está sendo bem cuidado. Infelizmente, interferências, situações no meio de uma cirurgia podem acontecer”, disse.
“Então, o Felipe teve um hematoma, teve que retornar para o centro cirúrgico. Com isso, quando ele retornou, no outro dia houve mais alguns sangramentos. Então, os médicos estão agindo e fazendo de tudo o possível para poder controlar”, afirmou.
Ela também pediu apoio. “Então, eu queria muito pedir muita oração de vocês que nunca nos deixou nas mãos.”
Felipe já havia enfrentado complicações anteriores durante o processo de recuperação, inclusive após outros procedimentos realizados ao longo dos últimos meses.
Relembre o caso
O policial foi baleado no dia 20 de março, durante uma operação na comunidade da Vila Aliança, na Zona Oeste do Rio. Ele estava a bordo de um helicóptero do Serviço Aeropolicial da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) quando a aeronave foi atingida por disparos.
O tiro de fuzil atingiu a região da testa e perfurou o crânio do copiloto. No dia seguinte, ele foi transferido para o Hospital São Lucas, onde iniciou uma sequência de cirurgias.
Desde então, Felipe passou por pelo menos três procedimentos. O primeiro foi feito logo após o ataque. O segundo teve como objetivo tratar um pseudoaneurisma. Já o terceiro, realizado em abril, foi para a implantação de uma prótese craniana, usada para reconstruir a parte do crânio atingida.
Um suspeito de participação no ataque foi preso em maio. Outros envolvidos ainda são procurados.