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Região

Projeto recupera acervo com registros antigos de Niterói

Redação | Publicado em:

Carlos Paulista, Fernando Perez e Luiz Edmundo. Fotografias do audiovisual "UFF, uma universidade (bem) brasileira". Acervo LUPA-UFF, déc. 1980.

 





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A preservação da história, memória e identidade de Niterói acaba de ganhar um novo acervo público, com registros fotográficos e audiovisuais que atravessam mais de um século, digitalizados em alta qualidade. O material será disponibilizado para acesso gratuito e online para a população.

O projeto “Niterói em imagens: repositório digital de fotografias e filmes” é uma parceria da Prefeitura de Niterói, por meio da Secretaria Municipal das Culturas, com a Universidade Federal Fluminense (UFF). O acervo é desenvolvido pelo Laboratório Universitário de Preservação Audiovisual da UFF (Lupa) e integra o Programa de Desenvolvimento de Projetos Aplicados (PDPA).

O “Niterói em imagens” terá um portal na internet, no qual serão catalogados e difundidos registros fotográficos e audiovisuais da história de Niterói. Ao oferecer acesso público e gratuito aos documentos, promete se tornar um arquivo digital de referência para pesquisadores brasileiros e internacionais. O site promoverá a difusão qualificada de imagens fixas e em movimento, sobre as transformações urbanísticas, geográficas e culturais vividas pela cidade de Niterói no decorrer das últimas décadas.

Além disso, o portal onde ficará o acervo também incluirá uma parte dedicada à história da cultura audiovisual em Niterói, com informações e documentos relacionados à trajetória de produtoras, salas de exibição, cineclubes e escolas de cinema que existiram e ainda existem na cidade. 

Para o secretário das Culturas, Alexandre Santini, as ações de preservação do acervo são parte importante para manter a memória da cidade viva. 

“Niterói tem uma forte vocação para o audiovisual, por isso, a integração entre a Prefeitura e a Universidade, o poder público municipal e a UFF é fundamental, para fortalecer essas ações necessárias para a cultura brasileira”, explica. 

Outro objetivo do projeto é digitalizar e catalogar, gratuitamente, registros particulares, de pessoas físicas, que possam compor o acervo. Quem explica é o Coordenador técnico do projeto e docente da UFF, Rafael de Luna:

“Para ampliar o projeto, a gente está começando uma campanha para pedir a quem tiver esses registros fotográficos ou audiovisuais em casa que entre em contato com o Lupa, que o laboratório irá digitalizar o conteúdo gratuitamente, retornando depois uma cópia digital em alta resolução para o seu dono. A única contrapartida é que as imagens possam ser disponibilizadas no site do Niterói em Imagens. Então, a gente pede que as pessoas busquem em casa registros feitos pelos pais, pelos avós, que muitas vezes eles nem sabem o que contêm, porque não conseguem assisti-los, que procurem o Lupa e encaminhem o material para receber o tratamento adequado.”

Histórico

De acordo com o coordenador, hoje o acervo já conta com diversos registros, entre eles: filme dos anos 50, com imagens do Centro, Icaraí e São Francisco, em alta qualidade; filmes domésticos, que mostram o Fonseca, São Francisco e as praias da Região Oceânica no início dos anos 80; um conjunto de slides que foram digitalizados e mostram a construção do campus do Gragoatá da UFF e outros prédios, como o DCE e o prédio da Reitoria no final dos anos 80, assim como o Mirante da Boa Viagem, antes da construção do MAC, quando tinham ainda os quiosques e era um ponto de encontro dos moradores.

“O diferencial do ‘Niterói em Imagens’ é criar um repositório online, gratuito, onde as imagens fotográficas e os registros audiovisuais vão estar disponíveis com qualidade, de forma legal, autorizada, contextualizadas, sobretudo com a indicação de onde foram realizadas e os locais que representam”, afirma Rafael. “O espaço vai centralizar as imagens, com qualidade, contextualizadas, tanto para pessoas matarem a saudade de outras épocas e se reconhecerem, quanto para fins de pesquisa e de estudo sobre as mudanças que ocorreram na paisagem de Niterói ao longo das últimas décadas.” 

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