O rompimento de uma tubulação da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) provocou alagamentos e prejuízos em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, na tarde desta quinta-feira (5). O estouro ocorreu nas dependências da Estação de Tratamento de Água (ETA) Guandu, na altura do km 32 da Estrada Rio–São Paulo, liberando um grande volume de água que avançou sobre a via e atingiu residências e estabelecimentos comerciais do entorno.
Vídeos que circulam nas redes sociais registraram o momento do vazamento e os danos deixados pela força da água. Nas imagens, carros aparecem amassados e objetos como telhas, pedaços de madeira e tijolos ficaram espalhados pelos quintais das casas atingidas. Em um dos registros, uma moradora relata a dimensão do estrago.
“Olha o que aconteceu com a minha casa e a casa do vizinho. Os carros, tudo”, diz. Enquanto outra chora ao ver sua casa destruída pela força da água.
Moradores e trabalhadores da região afirmam que a água tomou rapidamente a pista, invadiu oficinas, comércios e imóveis residenciais e chegou a arrastar veículos que passavam pelo local no momento do incidente. Apesar do impacto, não houve registro de feridos.
O que diz a Cedae
A Cedae informou que o vazamento ocorreu no interior da ETA Guandu durante a execução de uma obra interna. Segundo a companhia, equipes de Segurança Patrimonial e do Serviço Social foram acionadas para vistoriar os imóveis afetados. “As equipes estão no local para verificar os danos causados pelo vazamento para ressarcir os moradores, e a Companhia fará também a limpeza dos imóveis”, informou a estatal.
Em nota, a Cedae declarou que a produção de água do Sistema Guandu foi reduzida para 50% da capacidade no início da tarde desta quinta-feira (5). “A redução ocorreu em virtude de um vazamento em uma tubulação localizada no interior da Estação de Tratamento de Água (ETA), operada pela estatal”, diz o comunicado.
A empresa explicou que a rede atingida abastece áreas de Belford Roxo, Duque de Caxias, Mesquita, Nova Iguaçu, Nilópolis, Queimados e São João de Meriti, na Baixada Fluminense, onde o fornecimento foi interrompido. O problema também impactou a distribuição de água na capital, com possibilidade de intermitências em algumas regiões.
Ainda de acordo com a Cedae, técnicos atuam em um reparo emergencial, com previsão de conclusão até a manhã desta sexta-feira (6). Após o restabelecimento integral da produção no Sistema Guandu, o abastecimento será retomado de forma gradativa, processo que pode levar até 72 horas ou mais, especialmente em áreas elevadas e nas pontas do sistema.
A concessionária Águas do Rio orientou os moradores das regiões afetadas a priorizar o uso da água armazenada em cisternas e caixas-d’água para atividades essenciais, adiando tarefas que demandem grande consumo até a normalização do serviço.
A concessionária segue à disposição pelo 0800 195 0 195, que funciona para ligações gratuitas e mensagens via WhatsApp.
Bairros afetados na Zona Oeste do Rio
Procurada, a Rio+Saneamento informou que, em razão do reparo de um vazamento sob responsabilidade da Cedae, o abastecimento de água foi paralisado em 24 bairros da Zona Oeste do Rio nesta quinta-feira (5). A regularização ocorrerá de forma gradual após a conclusão do reparo, prevista para a manhã de sexta-feira (6).
O prazo para a normalização da distribuição de água é de até 72 horas, podendo variar conforme a localidade, especialmente em áreas elevadas e nas pontas da rede.
Os bairros afetados são: Bangu, Barra de Guaratiba, Campo dos Afonsos, Campo Grande, Cosmos, Deodoro, Gericinó, Guaratiba, Ilha de Guaratiba, Inhoaíba, Jardim Sulacap, Jabour, Magalhães Bastos, Paciência, Padre Miguel, Pedra de Guaratiba, Realengo, Santa Cruz, Santíssimo, Senador Camará, Senador Vasconcelos, Sepetiba, Vila Kennedy e Vila Militar.
A concessionária recomenda o uso consciente da água até a completa regularização do abastecimento. Em caso de dúvidas, os clientes podem entrar em contato pelo telefone 0800 772 1025, que também funciona como WhatsApp, ou pelo site riomaissaneamento.com.br.