Uma operação de fiscalização apreendeu 3.690 pares de chinelos falsificados que eram comercializados irregularmente em estabelecimentos de Duque de Caxias e Magé, na Baixada Fluminense. A ação foi realizada nesta sexta-feira (28) por agentes da Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (SEDCON), do Procon-RJ e policiais militares do 15º BPM (Caxias).
A fiscalização teve como foco a venda de mercadorias contrafeitas, além da verificação de possíveis irregularidades nas relações de consumo. Os produtos encontrados durante a ação pertenciam a marcas nacionais e internacionais.
No Centro de Duque de Caxias, dois estabelecimentos foram vistoriados. Neles, os agentes localizaram e apreenderam 2.820 pares de chinelos falsificados. Já em Piabetá, em Magé, uma loja foi alvo da fiscalização e teve outros 870 pares recolhidos.
Segundo os órgãos envolvidos na operação, a comercialização de mercadorias falsificadas pode levar o consumidor a acreditar que está comprando um produto original. Além da falta de garantia sobre a procedência, os itens podem não seguir os padrões de fabricação e segurança adotados pelos fabricantes das marcas.
Durante a fiscalização, também foi encontrada uma irregularidade relacionada ao cadastro de um dos estabelecimentos. Os agentes constataram que o endereço informado na loja era diferente daquele vinculado à razão social associada ao CPF utilizado para realizar os pagamentos.
A diferença foi identificada a partir do comprovante emitido pela máquina de cartão, que apresentava um endereço distinto do local onde o comércio funcionava.
Perda bilionária

A apreensão também chama atenção para o impacto econômico do mercado ilegal. Falsificação, pirataria, contrabando e sonegação de impostos provocam perdas de recursos que poderiam ser destinados a áreas como saúde, segurança e infraestrutura.
De acordo com dados do Fórum Nacional Contra a Pirataria e Ilegalidade (FNCP), os segmentos de vestuário e calçados estão entre os mais afetados e acumulam perdas anuais superiores a R$ 50 bilhões.