Movimentos feministas, organizações civis e representantes políticos se reuniram neste sábado (8) na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio, para celebrar o Dia Internacional de Luta pelos Direitos das Mulheres. O ato foi marcado por protesto contra o feminicídio, o estupro e outras formas de violência de gênero. Com cartazes e faixas, as participantes cobram justiça pelas vítimas e reivindicam o direito de viver sem medo.
O ato principal teve início por volta das 11h, com uma apresentação da Escola de Teatro Popular. Durante o evento, os participantes destacaram a importância da mobilização coletiva diante do aumento da violência de gênero no país.
A manifestação aconteceu próximo ao Posto 3 e reuniu ativistas, lideranças políticas e coletivos que defendem políticas públicas voltadas à igualdade de gênero, ao combate à violência contra mulheres e à ampliação de seus direitos.
Os presentes percorreram a orla até o Posto 1, acompanhados por um trio elétrico, usando camisetas e adesivos com mensagens como “não é não”, “eu quero viver sem medo” e “a vergonha precisa mudar de lado”.
Na parte da manhã, por volta das 8h, integrantes da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil realizaram um ato simbólico na praia. Com o tema “Parem de nos matar”, mulheres fincaram cruzes na areia em homenagem às vítimas de feminicídio.
Segundo os organizadores, o Brasil registrou 1.518 casos de feminicídio em 2025. O número representa uma média aproximada de quatro mulheres mortas por dia em razão da condição de gênero.
O Dia Internacional das Mulheres é tradicionalmente marcado por mobilizações em todo o mundo em defesa da igualdade, dos direitos das mulheres e da justiça social.