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São Gonçalo

Morte por afogamento em São Gonçalo: o que se sabe sobre lagoa artificial em pedreira

Redação | Publicado em: - Atualizado 2 horas atrás

Lagoa artificial fica em área de pedreira no bairro Lindo Parque, em São Gonçalo. Foto: Reprodução

A morte do adolescente Rodrigo José Oliveira Barreiro, de 14 anos, que morreu afogado em um lago artificial formado em uma área de pedreira, no bairro Lindo Parque, em São Gonçalo, acendeu um alerta sobre os riscos de acesso a esse tipo de reservatório. Após a tragédia, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) explicou ao ENFOCO a finalidade das lagoas existentes em pedreiras e informou que o empreendimento onde ocorreu o acidente está devidamente licenciado.

Segundo o órgão ambiental, as lagoas de sedimentação são estruturas previstas no licenciamento de pedreiras. Elas são utilizadas para armazenar água que posteriormente serve à aspersão de vias, por meio de bicos aspersores, ajudando no controle da poeira gerada pela atividade. Os reservatórios também recebem águas pluviais, funcionando como parte do sistema de drenagem do empreendimento.

O Inea esclareceu que as licenças ambientais estabelecem condicionantes para garantir que essas bacias permaneçam em condições adequadas para receber a água da chuva. No entanto, reforça que a fiscalização ambiental não transfere ao órgão a responsabilidade pelo controle de entrada de pessoas nas propriedades.

“As áreas são privadas e o controle de acesso é responsabilidade do empreendedor”, reforçou o instituto.

Licença está válida até 2031

Em nota, o Inea informou que a pedreira onde ocorreu o acidente possui Licença de Operação válida até 6 de agosto de 2031. O empreendimento é acompanhado pela Diretoria de Pós-Licença e Fiscalização Ambiental, que realizou a última vistoria no local em 19 de dezembro de 2025. Uma nova inspeção está programada para os próximos dias, de acordo com o órgão.

A Prefeitura de São Gonçalo também se manifestou sobre o caso após questionamentos do ENFOCO. O município lamentou a morte do adolescente e afirmou que a empresa está regularizada junto à administração municipal.

“A Prefeitura esclarece que cabe ao Inea a fiscalização e licenciamento ambiental, tendo em vista o tipo de atividade desenvolvido pela mesma. Por tratar-se de terreno privado, cabe ao proprietário a responsabilidade por segurança e controle de acesso”, pontuou.

Relembre o caso

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Rodrigo José Oliveira Barreiro tinha 14 anos. Foto: Reprodução

Rodrigo estava com amigos na tarde de domingo (1º), quando mergulhou no lago artificial e desapareceu. O Corpo de Bombeiros foi acionado e encontrou o corpo do adolescente a aproximadamente cinco metros de profundidade, após cerca de duas horas de buscas, segundo a família.

Moradores da região afirmam que o terreno da pedreira não possui isolamento, placas de proibição, e que pode ser acessado facilmente pela rua.

A família do adolescente também chamou atenção para a falta de barreiras que impeçam a entrada de pessoas e afirmou que não sabia que o reservatório tinha tanta profundidade.

Questionada sobre os apontamentos, a empresa responsável pelo local ainda não se manifestou. O espaço segue aberto.

O enterro de Rodrigo aconteceu na segunda-feira (2), no Cemitério de São Gonçalo.

A 72ª DP (São Gonçalo) investiga as circunstâncias da morte. Segundo a Polícia Civil, agentes realizam diligências para esclarecer os fatos.

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