Um entregador por aplicativo foi assassinado em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. A suspeita é que milicianos tenham encontrado em seu celular uma foto do rapaz segurando uma arma de gel e confundido com uma arma de verdade. A Polícia Civil está investigando o crime. Pedro Henrique Figueiredo da Silva, de 27 anos, deixou dois filhos. Os criminosos levaram o celular dele, além dos documentos e a moto de trabalho de Pedro.
A vítima estava levando uma passageira da Cidade de Deus para a Rua Araticum, em Jacarepaguá, conforme informações fornecidas pela família. Milicianos controlam a área para onde a passageira se dirigia e pertencem a um grupo rival da Cidade de Deus.
Segundo os familiares, os criminosos pediram para ver o celular de Pedro e encontraram uma foto dele segurando uma arma de gel, confundindo-a com uma arma de fogo real.
De acordo com a Polícia Militar, no domimgo (29), equipes do 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes) foram acionadas para ocorrência de encontro de cadáver na Avenida Ayrton Senna, próximo a Lagoa de Jacarepaguá. Chegando ao local os policiais encontraram um corpo com disparos de arma de fogo na lagoa. O Corpo de Bombeiros foram acionados para a remoção do corpo.
O corpo do jovem está no Instituto Médico Legal (IML) e deve ser liberado ainda nesta terça-feira (1°). Ainda não há informações sobre velório e sepultamento.
A Delegacia de Homicídios está apurando o caso e anunciou que estão sendo realizadas diligências para identificar os responsáveis pelo assassinato de Pedro Henrique. A ocorrência foi encaminhada para a 16ª DP (Barra da Tijuca).
Alerta
Nesta segunda-feira (30), durante uma coletiva de imprensa, o secretário de Segurança Pública do Rio, Vitor dos Santos, fez um alerta sobre a situação.
“São brinquedos que estão sendo pintados para se parecerem mais com armas de fogo. A gente alertou o risco que esses adolescentes têm por usarem esses brinquedos porque alguém pode ver essa brincadeira e achar que pode ser um grupo armado. O alerta que a gente faz é que tenham cuidado ao pintar essas armas e, principalmente, o uso delas em vias públicas”, afirmou o secretário, na ocasião.
A Secretaria de Segurança Pública afirmou que não há restrições quanto à venda de armas de gel, mas ressaltou os riscos associados a esse tipo de brincadeira.