Uma briga entre alunas dentro de uma escola municipal de Bangu, na Zona Oeste do Rio, terminou em caso de polícia. A família de uma estudante de 12 anos procurou as autoridades após relatar que a menina teria sido alvo de bullying e agressão física dentro da Escola Municipal Júlio de Mesquita.
Segundo a responsável, as ofensas teriam começado na última quinta-feira (5). A estudante teria sido alvo de xingamentos por parte de colegas.
Nesta segunda-feira (9), a situação teria evoluído para agressão física dentro da escola. Conforme o relato, uma das alunas teria atacado a vítima, enquanto outra estudante filmava a cena com um telefone celular.
A mãe da menina também afirmou à polícia que a família não teria sido informada pela direção da escola sobre o ocorrido.
O que a família diz sobre a briga
Ao ENFOCO, o avô da vítima disse que a neta foi criada em um ambiente religioso e afirmou que a família sempre buscou transmitir valores de respeito.
“A minha neta tem uma formação evangélica. Desde criança foi criada nesse ambiente e damos o máximo de educação para ela. Em momento algum ela agride alguém com palavras”, afirmou.
Ele também classificou a situação como revoltante e relatou que a família ficou abalada ao tomar conhecimento da agressão. “É revoltante você educar uma criança para que respeite os mais velhos e o seu semelhante e ver um ente querido seu, principalmente uma criança, sendo agredida covardemente por outra”, disse.
O avô ainda afirmou que a neta ficou com medo após o episódio e criticou a ausência de intervenção de funcionários da escola.
“Ela está apavorada, com medo. E é revoltante porque não vemos em momento algum a interferência de um adulto, ou melhor dizendo, de um funcionário daquela escola para intervir na sessão de espancamento que a minha neta estava sofrendo”, declarou.
Procurada para falar sobre o episódio e as devidas providências, a Secretaria Municipal de Educação do Rio (SME) informou que repudia qualquer forma de agressão dentro do ambiente escolar e providenciou a transferência da aluna flagrada agredindo a colega para outra escola.
Em nota, a pasta esclareceu que ‘a responsável pela estudante foi convocada e compareceu na escola nesta terça-feira, assim como também esteve presente a responsável da aluna agredida’.
Abertura de sindicância
A Secretaria de Educação carioca instaurou uma sindicância para apurar o fato e encaminhou o caso ao Conselho Tutelar. A Polícia Civil conduz investigação para o completo esclarecimento do ocorrido e eventual adoção de outras medidas cabíveis pelo Poder Judiciário.
Ainda segundo a Secretaria, todos os responsáveis pelos alunos que presenciaram a agressão no banheiro da escola e aparecem nas imagens foram convocados para comparecer à escola nesta quarta.
Por fim, a pasta acrescenta que a rede municipal mantém ações permanentes no intuito de prevenir à violência e o bullying por meio do Núcleo Interdisciplinar de Apoio às Escolas (NIAP), que conta com equipes compostas por psicólogos, assistentes sociais e pedagogos. Estes profissionais estarão presentes desde a abertura da escola nesta manhã de quarta-feira oferecendo todo o suporte e orientação à comunidade escolar. A Secretaria reforça que a estudante vítima da agressão e sua família receberão todo o acolhimento e acompanhamento necessários.
O caso foi registrado na 34ª DP (Bangu) como lesão corporal e injúria.