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Segurança Pública

Delegado Federal é acusado de pertencer a grupo criminoso que ajudava traficante internacional

Redação | Publicado em:

Imagem frontal do delegado Fabrizio Romano usando camisa braso com marca estampada da Adidas
Delegado é acusado de favorecimento e inflencia em investigações. Foto: Rede Social

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta segunda-feira (9), a Operação Anomalia. A ação visa desarticular um núcleo criminoso especializado na negociação de vantagens indevidas e venda de influência para beneficiar um traficante de drogas internacional. Ao todo, estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão no Rio. Entre os envolvidos está o delegado Fabrizio Romano e o ex-secretário estadual de esportes Alessandro Pitombeira Carracena.

As ordens judiciais, expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), incluem medidas cautelares como o afastamento de funções públicas. A investigação aponta que o grupo estruturou uma associação criminosa voltada a crimes contra a administração pública e ao favorecimento de interesses ligados ao narcotráfico.

Ex-secretário e delegado federal

Segundo as provas colhidas, o modus operandi consistia na articulação entre um ex-secretário de Estado e advogados. Estes atuavam como intermediários para viabilizar pagamentos em espécie a um delegado da Polícia Federal, que, em troca, fornecia informações privilegiadas e exercia influência interna na corporação. As apurações também identificaram a participação de um indivíduo com histórico criminal, responsável pela facilitação política e operacional em Brasília.

Força-Tarefa Missão Redentor II

A operação integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, criada em conformidade com o Acórdão da ADPF 635. O objetivo da força-tarefa é coordenar a repressão a grupos criminosos violentos no Estado do Rio de Janeiro, focando na interrupção de conexões entre o crime organizado e agentes públicos ou políticos.

Os investigados podem responder pelos crimes de associação criminosa, corrupção ativa e passiva, tráfico de influência e lavagem de capitais, conforme o grau de responsabilidade individual.

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