A irmã do mestre de capoeira Paulinho Sabiá afirmou que a família desconhece qualquer desafeto que pudesse motivar o crime. Emocionada, Adriana Possobom destacou que o irmão era uma pessoa respeitada e admirada dentro e fora da capoeira.
“A gente não sabe de nenhum desafeto. Meu irmão era muito querido, muito admirado. Ele tinha um compromisso enorme com a profissão. Era uma pessoa amada e respeitada por todos.”
Segundo ela, o mestre dedicou a vida à capoeira e teve papel importante na transformação do esporte ao longo das décadas.
“Na década de 1980, a capoeira era mais tensa, mais agressiva. Meu irmão foi um pacificador. Ele sempre lutou pela capoeira. A vida dele foi a capoeira.”
Adriana reforçou que a família não tem conhecimento de ameaças ou conflitos.
“Ele não tinha inimigos. Não tinha ninguém que a gente soubesse que desejasse mal a ele”, disse.
Sobre a família, Adriana informou que o mestre não tinha filhos. Ele deixa o pai, a irmã, sobrinhos e a namorada. A família agora aguarda a liberação do corpo para organizar as despedidas.
Segundo Adriana, há pessoas de outros estados que devem vir a Niterói para prestar as últimas homenagens.
O caso segue sob investigação da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG).